Atividade: Resenha


PASSARELLI, B. Do Mundaneum à WEB Semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. Datagramazero (Rio de Janeiro), v. 9, p. n.5, out. 2008. Disponível em: http://www.dgz.org.br/out08/Art 04.htm. Acesso em: 01 março de 2010.

 

            O texto tem por objetivo discutir sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação no contexto da WEB. Para tanto a autora traça inicialmente (no tópico “Mundaneum: a internet em fichas de papel”) um pequeno panorama sobre Paul Otlet “referido como futurista preocupado com o controle da informação bibliográfica mundial”. Otlet foi fundador do que hoje denominamos Ciência da Informação, a qual chamou de Documentação. Com o intuito de abrigar fisicamente a produção do conhecimento, que seria organizada em fichas de papel 3x5, ele criou o Mundaneum. Otlet é considerado “pai” da Documentação e da Internet, foi precursor do conceito de hipertexto e criador de termos como web of knowledge e link.

            No tópico seguinte, “As três gerações da Web”, relata-se a importância de Theodore Nelson, que cunhou o termo hypertext (hipertexto) nos anos sessenta, e como este influenciou o pesquisador inglês Tim Berners-Lee que em 1989 desenvolveria a rede Internet. As três gerações da Web que aparecem neste tópico referem-se à Web 1.0 (“primeira geração comercial da Internet com conteúdos de baixa interatividade”), à Web 2.0 (“caracterizada por redes sociais e folksonomias”) e à Web 3.0 (“também denominada Web Semântica por Tim Berners-Lee ao final dos anos 90, para denominar uma Web com maior capacidade de busca e auto-reconhecimento dos conteúdos por meio de metadados com descrições ligados (sic) aos conteúdos originais”). Outra forma de Web Semântica seriam projetos que não usam máquinas e sim pessoas recrutadas para agregar valor a informações on-line.

            Dois temas importantes tratados no tópico “A revolução nos conceitos de autoria e autoridade das fontes de informação nas plataformas open Access” são: as possibilidades de narrativa não-linear do hipertexto e as estruturas abertas da web, tanto de softwares como de conteúdos. Um exemplo seria as wiki (“sites que permitem ao usuário agregar ou editar informação”).

            Neste contexto questiona-se a validade das informações, por exemplo, da Wikipedia. Passarelli relata estudo da revista Nature, de 2005, que demonstrou que em “em 42 entradas testadas, a diferença na acuidade não era significativa: nas entradas da Wikipedia foram detectados quatro erros, ao passo que na Britannica foram encontrados três.”

            Na última parte do texto, a autora fala da solução proposta por Ted Nelson do transcopyright (uma licença para livre utilização de conteúdos online).

 

Observação: é interessante apontar que o texto traz links os quais apontam para páginas da Wikipedia ou sites como o do Mundaneum, dessa forma alguns conceitos como o hipertexto podem ser vistos no próprio texto que está sendo lido.


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