Catálogos de fichas infinito...
Postagem realizada em: 01/03/2010 às 21:06:39 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Patricia Cristina Rodrigues de Oliveira
Artigo trata de Paul Otlet e a fundação do que se denomina atualmente por ciencia da informação.
Sua noção de caracterização e distinção da informação e seus conteúdos, culmina na criação de sua forma de representar o conhecimento, a CDU (Classificação Decimal Universal), baseada na CDD (Classificação Decimal de Dewey), que previa representar o conhecimento humano em 10 classes. Dewey propunha subdvisões mais específicas.
A consolidação física desse sonho foi a ciração do museu Mundanneum, para abrigar fichas pré-classificadas em sua CDU. Cabe ressaltar que o Mundaneum não seria isolado em si, mas apenas um órgão de um organismo maior projetado por Otlet e desenhado por Corbusier (Cidade do Conhecimento).
A publicação do "tratado de Documentação" marca o fim da custódia que o governo belga havia dado as fichas, em 1934.
Interessante demonstrar que Otlet cria conceitos, que atualmente, são amplamente utlizados como ferramentas e acessos a informação, como o hipertexto. A idéia de compartilhamento de informações que preconiza o www, em orientação horizontal (todos recebendo e participando da interação),
Hoje, a evolução da internet remete diretamente a fonte de Otlet e sua porposição de difusão de informação tratada (leia-se classificada e indexada), podendo hoje observarmos a evolução de web 1.0, web2.0 , e a proxima, que já se avista, a 3.0, com conteúdos distintos através de maiores informações sobre seu conteúdo com o apoio dos metadados.
As tags, formas de participação na classificação onde o usuário por critérios próprios "indexa" ou rotula seu conteúdo de forma mais adequada a sua visão de mundo, são apenas uma tentativa no avanço da tecnologia de ordem semântica.
O uso do termo coopertition (simbiose de competição e colaboração entre usuários) só é possível por esse ímpeto de classificar a informação com foco no usuário, buscando maior fidelidade ao tema e conteúdo, que, indubitavelmente, consiste do legado de Otlet.
A possibilidade de unir o conceito de hipertexto com colboração, também já vislumbrada pela web 2.0, podendo-se citar as wikis, onde comunidades através de links infinitos sugeridos por qualquer indíviduo do grupo sugere uma transformação na forma de se pensar a autoria, visto que é recente e impactante essa forma de "autoria" multipla. A informação gerada nesse processo tem por carateristicas : instantaneidade, transitoriedade, interoperabilidade e interatividade. Acredita-se que o grande nódulo dessa discussão seja a falta de comparação e a instabilidade que a cooperação em rede sugere. O peer review, a comparação por pares indica que pode sim haver qualidade e profundidade na informação postada por muitos terceiros.
Discorda-se de Lanier,que "compara a leitura de uma entrada da Wikipedia a uma entrada da Bíblia, onde muitas vozes são percebidas mas não podem ser identificadas, decretando a morte do autor individual": a importância reside na informação e na transmisssão de forma plural, e não somente na fundamentação da autoria, que pode, por vezes, ser menos contestada por ser um autor cânone, e menos pro ser uma idéia lateral.
Concorda-se com a autora, que indica que na era das plataformas abertas "acessar também é possuir", visto que essa abertura é positiva para os usuários e para o prórpio sistema de transmissão de informação, para que ele se democratize.