Máquina de Hollerith
Postagem realizada em: 08/03/2010 às 21:35:37 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Carolina Filardo Lauretti
Pesquisa: grandes personagens da história dos computadores
HERMAN HOLLERITH (1860-1929)
Descendente de alemães, Hollerith concluiu o curso de Engenharia de Minas na Universidade de Columbia, no estado norte-americano de Nova Iorque.
Herman Hollerith era fascinado por estatísticas. Seu objetivo: inventar uma máquina que conseguisse reunir e avaliar um grande número de dados sobre um tema. O matemático inglês Charles Babbage já havia inventado uma engenhoca que conseguia efetuar as quatro principais operações matemáticas. A memória da "calculadora" baseava-se em cartões perfurados. Mas, por falta de interesse, seu invento ficou engavetado durante 70 anos.
Hollerith baseou-se na idéia de Babbage e, em 1889, criou a máquina que conta usando cartões perfurados. Além disso, a posição dos furos no cartões fornecia informações adicionais como idade ou profissão do entrevistado. A leitura dos dados era feita com agulhas metálicas. Quando elas se encontram num furo do cartão, fecha-se um circuito elétrico, acionando assim o sistema de contagem.
A nova "Máquina do Censo" foi aprovada com sucesso num teste em Saint Louis. O governo norte-americano ficou tão entusiasmado que contratou Hollerith para o processamento dos dados do censo geral de 1890. Valeu a pena. Em vez de sete, a apuração levou apenas dois. Só uma coisa frustrou os norte-americanos. Em vez dos esperados 75 milhões de habitantes, os Estados Unidos tinham "apenas" 62 milhões.
Hollerith visitou a Europa durante a Exposição Mundial de 1889, em Paris. Depois dos Estados Unidos e do Canadá, também a França e a Noruega encomendaram seus préstimos. Para dar conta da demanda, Hollerith abriu a Tabulating-Machine-Company, sua empresa nos Estados Unidos. Na Alemanha, sua subsidiária chamou-se Deutsche-Hollerith-Maschinen-Gesellschaft (Dehomag). Entre seus clientes, estavam repartições públicas e grandes empresas.
Em 1924, a filial nos Estados Unidos fundiu-se com várias empresas similares, surgindo a International Business Machines (IBM). Entrementes, as máquinas já foram aperfeiçoadas: os cartões não precisam mais ser agrupados à mão e os resultados já saíam impressos. Uma evolução que garantiu novos clientes nos setores da contabilidade e planejamento.
O impulso decisivo para o empreendimento de Hollerith aconteceu no começo da década de 1940, com um invento simultâneo de Konrad Zuse, na Alemanha, e Howard Aiken, nos Estados Unidos: eles criaram uma calculadora com circuito eletrônico. Em 1944, a IBM apresentou a máquina de calcular programável e digital. Foi o primeiro computador, batizado Mark I, com 16 metros de comprimento e 35 toneladas de peso. O "monstro" consomia 100kW de energia.
O primeiro "cérebro eletrônico" foi usado basicamente pelos militares na Segunda Grande Guerra. A linguagem Fortran, desenvolvida pela IBM na década de 50, seria o primeiro software concebido especialmente para fins científicos. Nos anos seguintes, a International Businesss Machines continuou ampliando sua liderança no mercado.
Na década de 70, o desempenho do computador se tornou cada vez mais abrangente, expandindo suas funções para a área da elaboração de textos. O computador não interessava só às empresas e às repartições públicas, ele podia ser usado também pelo cidadão comum. Começava assim a era do computador pessoal.
Em 1981, a IBM deu mais um salto de qualidade ao lançar o sistema MS-DOS, criado pelo então desconhecido William "Bill" Gates. Hoje em dia, não há mais setores que não dependam direta ou indiretamente de um "cérebro eletrônico".