Seminário – Bases de Dados Referenciais e Patentes

 

Foi definido o conceito geral de bases de dados como sendo uma coleção de registros similares e inter-relacionados, passíveis de recuperação.  Em seguida, discorreu-se a respeito da importância das bases de dados, destacando-se suas principais funções: o fornecimento de informação confiável e atualizada; a disseminação da produção científica e, além disse, possibilitara preservação da memória, possibilitar o controle bibliográfico e oferecer mecanismos eficientes para busca da informação desejada. Em seguida, esboçou-se um breve histórico das bases de dados nos últimos 70 anos, da década de 40, na qual as informações eram armazenadas em computadores militares à atualidade,abordando-se seu aspecto funcional e temático, bem como o aspecto dos suportes nos quais a informação pode ser armazenada.Dentre este período, destacou-se a década de 90 por uma razão de grande relevância: a informação como um bem comercial, o que possibilitou o advento das bases de dados de patentes, no âmbito da ciência e da tecnologia.Em seguida, deu-se salientou-se a popularização do computador pessoal, a partir da década de 2.000, bem como o surgimento de novos dispositivos, o que aumentou exponencialmente o número de acessos às bases, juntando-se a isso a popularização e a otimização da internet. No atual cenário, o usuário também dispõe de meios pelos quais possa se tornar também um desenvolvedor de bases de dados, desinstitucionalizando (sob o ponto de vista governamental)o monopólio das bases.A seguir, foram descritos os principais agentes envolvidos na concepção das bases de dados,sendo eles os produtores de informação, os criadores de bases de dados, os distribuidores, as redes de transmissão, os mediadores de informação e os usuários, descrevendo-se a relevância do papel desempenhado por cada um deles.Partiu-se então para a classificação das bases de dados, que podem se referenciais, quando remetem à fontes primárias; de dados bibliográficos, quando incluem citações bibliográficas, de dados catalográficos, de diretórios, de fontes, quando há dados originais e textos completos, numéricos, quando há dados estatísticos, de texto completo, como notícias, ,artigos, dicionários etc, textuais e numéricos e de dados gráficos. Logo após, partiu-se para a cobertura temática das bases,que possuem uma grande abrangência, que atendem a diversos interesses / necessidades informacionais, como científico-tecnológicas, econômico-empresarial, político-administrativos e jurídias, no âmbito sanitário, de interesse público em geral.Logo após, foram abordados os critérios de avaliação das bases de dados, sendo eles: Cobertura; Tipo de base de dados; Atualidade; Saída (conteúdo das referências); Linguagem de indexação; Custo; Instrumentos auxiliares de busca; Hospedeiro; Meio de armazenamento  e possibilidades de acesso; Formato de registro e estrutura da base de dados; Linguagem de busca; Lógica de busca; Passos de recuperação; Recursos de recuperação. Ao final, discutiu-se a respeito do papel dos produtores das bases de dados, que eram inicialmente vinculados a instituições governamentias e, posteriormente, às empresas em geral. São responsáveis pela definição do conteúdo, do modelo das bases, pela análise dos documentos etc. Os agentes distribuidores de bases de dados (Host) foram analisados em seguida - seu papel como responsável pela comercialização e distribuição das bases; suas conexões com redes de telecomunicações; seu papel no que se refere ao acesso on-line; o fornecimento de acesso a outras bases, mediante assinatura, a exemplo da DIALOG.

Conceitualizou-se então como patente como um tipo de concessão concedida pelo Estado ao criador/inventou, de modo que seus direitos sejam assegurados por lei. No entanto, deve atender critérios como Novidade; Atividade inventiva (não ser óbvio) e a aplicabilidade industrial. Seu processo de obtenção é complexo, incluindo testes, análises, documentação etc. Cabe ressaltar que as patentes não são eternas, possuindo temporalidade variada. No Brasil, um órgão fundamental é o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).Um exemplo de órgão estrangeiro é o USPTO (United States Patent and Trademark Office).

 


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