Postagem realizada em: 19/03/2012 às 16:41:09 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Gabriela de Freitas Cantiliano
Postagem das resenhas. _______________________________________ Resenha 1: PASSARELLI, Brasilina. Literacias emergentes nas redes sociais: estado da arte no observatório da cultura digital. In: PASSARELLI, Brasilina; MANOEL, João (Orgs.). Atores em rede: olhares luso-brasileiros. São Paulo: Senacsp, 2011. p. 63-78. O referido capítulo se apresenta nos informando das diferenças entre conhecimento até o século XX e do conhecimento na era atual, sendo que até século XX a informação era compartimentada e hoje esta é transitória e horizontal. É sabido que essa transitoriedade se deve ao fato de estarmos hoje emersos numa sociedade da informação, onde a web faz parte essencial da apropriação de conhecimento e difusão de informações. Sendo a internet o assunto principal aqui tratado e sua utilidade informacional, é apresentado pelo texto dados que mostram que a América Latina obteve um aumento na porcentagem de pessoas conectadas, ainda perdendo para os Estados Unidos da América e a Europa. Na América Latina o país que teve o maior crescimento foi o Brasil. Ao abordar o crescimento da utilização da internet, é relacionada à questão da literacia informacional e dos nativos digitais. Tendo a literacia como a habilidade do usuário para utilizar as informações dispostas na rede, algo mais simples para os referidos nativos digitais, os quais já nasceram nesta sociedade da informação e tem maior facilidade de se relacionar com as questões advindas da enorme quantidade informacional na web. Aborda-se aqui também a questão da educação. Quanto à educação tem-se o exemplo da Escola do Futuro-USP, como uma forma de educação na rede e compartilhada, mostrando resultados de projetos educacionais na rede. Assim, com esses projetos é visada a produção do conhecimento e fazer com que estudantes se tornem ‘atores' na rede. Resenha 2: PASSARELLI, Brasilina. Do mundaneum à web semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. Revista Datagramazero. Brasília, v. 9, n. 5, out. 2008. Disponível em: http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm. Acesso em: 7 de mar. 2012. O artigo começa apresentando um pouco sobre Paul Otlet e sua obsessão de controle da produção universal e a sua relação com a internet, uma vez que ele é considerado um dos ‘pais' da internet pela sua ideia de links. É impossível se pensar hoje em controle universal das informações produzidas, pois com a internet a produção ficou ainda mais rápida e descontrolada pela facilidade de se produzir, por causa dos computadores pessoais e de se compartilhar esse conhecimento produzido, por conta da internet. É ainda apresentada no artigo a comparação dos tipos de web: a web 1.0 – comercial e menos interativa; a web 2.0 – a atual, das redes sociais e folksonomias; e a web 3.0 – uma web futura, da web-semântica, e quanto a esta web 3.0 são apresentados exemplos de sua aplicação hoje em dia. Hoje é possível se ver sites na web onde de tem a produção coletiva de informações como é citado no artigo, e é o caso da Wikipedia onde pessoas contribuem para a constituição de informações sobre diversos assuntos. Não é apenas a Wikipedia que serve de exemplo, mas é o mais conhecido de todos, mas a produção na web, ainda mais as coletivas acaba deixando confusa a questão dos autores, e de quem é a autoridade quanto ao conteúdo daquele documento, que é a questão mais discutida neste artigo, uma vez que tendo vários autores, e a modificação das informações por diversas pessoas a questão da autoridade fica difusa. Um dos fatos interessantes apresentados no artigo é a questão da validação das informações contidas na Wikipedia. É mostrada uma comparação dos verbetes encontrados tanto na Wikipedia como na Enciclopédia Britannica, e é possível ver que a relação de verbetes errados entre as duas é muito pouco, mostrando assim que os conteúdos da Wikipedia podem sim, em geral, serem bem válidos. Resenha 3: PASSARELLI, Brasilina. O bibliotecário 2.0 e a emergência de novos perfis profissionais. Revista Datagramazero. Brasília, v. 10, n. 6, dez. 2009. Disponível em: http://www.dgz.org.br/dez09/Art_01.htm. Acesso em: 7 de mar. 2012. O artigo no geral trata no bibliotecário como gestor de informações na sociedade atual, tendo as redes sociais como meio de aprendizagem e de produção de conhecimento, que são características básicas da atual fase a da web, a web 2.0. É importante citar que também neste artigo há a presença das ideias de Otlet, Bush e Theodore Nelson, como grandes nomes quanto à internet, computadores e hipertexto. A questão da apropriação do conhecimento é vista também neste artigo, apresentando a Information Literacy, e como esta é importante não só quanto à habilidade de apropriação de ideias e conhecimento, como também na produção de informações, uma vez que essas só são possíveis uma vez que se tem a apropriação de algum conhecimento. A produção e o compartilhamento de documentos e ideias na web também são tratados no artigo, juntamente com a questão da produção coletiva de conhecimento na web, o que vai de encontro com os problemas quanto aos direitos autorais, e a com a dificuldade de se identificar a autoridade responsável pela produção de tal documento e/ou informação. Uma vez que a forma de se produzir e compartilhar documentos, informações, conhecimento vem mudando, deixando de ser o clássico de um para muitos para ser mais horizontal, é preciso também se repensar as competência necessárias aos profissionais da informação para a atualidade. Ao apresentar as competências necessárias a esses profissionais são citadas as seguintes: flexibilidade, inovação, horizontalidade, criatividade, agilidade, compartilhamento de informações, aprendizagem, gestão do conhecimento, planejamento participativo, empowement e estratégia competitiva. Ao apresentar essa competência é possível ver o profissional bibliotecário com uma possibilidade de trabalhar também fora do setor publico, e até mesmo fora de bibliotecas, atuando como um gestor de informação. Com isso, tenta-se ver se os atuais cursos de graduação na área de biblioteconomia, ciência da informação, arquivologia e outras áreas da informação estão formando profissionais aptos a exercer suas funções com tais competências, tanto aqui como na Europa, em especial em Portugal. Resenha 4: SILVA, Armando Malheiro da. Mediações e mediadores em Ciência da Informação. Prisma. Porto, n. 9, jun. 2010. Disponível em:< http://prisma.cetac.up.pt/Prisma.Com_n9-mediacao_e_mediadores_em_Ciencia_da_Informacao.pdf >. Acesso em: 08 mar. 2012. O artigo trata da questão da mediação, apresentando conceitos diversos de mediação e então comparando a antiga mediação, a mediação custodial, com a atual e até necessária, mediação pós-custodial. A mediação só ocorre quando se algo a se transmitir, no caso da ciência da informação trata-se de informações, e então é possível se falar de comunicação mediatizada, sendo esta o elo entre a informação a ser comunicada de seu receptor. Ao tratar deste tema o autor apresenta duas mediações, a primeira que ocorre por conta da língua, ou seja, a real comunicação, e a segunda que ocorre em função do espaço-social em que a comunicação ocorre. Ao falar da mediação custodial, esta é descrita como patrimonialista e historicista, e é exemplificada com ‘O nome da rosa' de Umberto Eco, onde a custódia dos livros e manuscritos apresenta-se sendo mais importante que o acesso a esses. Quanto a isso Otlet dizia que os bibliotecários ao auxiliar os usuários a encontrar algo estariam dando uma assistência intelectual a esses, mas tentar evitar influência moral, para poder se evitar alguma possível influência sobre este. A pós-custodial, que também pode ser vista como multi-mediação, pode ser descrita como interativa, para exemplificar o autor diz que na mediação pós-custodial o bibliotecário deixa de ser o mediador dominante, dividindo esse papel com programadores, designers e etc, na produção de sites, por exemplo, e esta mediação faz parte de um processo colaborativo entre esses profissionais citados acima. Na área da Ciência da informação, a mediação pós-custodial está presente, e é possível haver três tipos de mediação pós-custodial: institucional, distribuída e cumulativa.