RESENHAS:

PASSARELLI, Brasilina. Do mundaneum à web semântica: discussão sobre a revolução nos conceitos de autor e autoridade das fontes de informação. Revista Datagramazero. Brasília, v. 9, n. 5, out. 2008. Disponível em: http://www.dgz.org.br/out08/Art_04.htm. Acesso em: 7 de mar. 2012.

 O texto de Passareli apresenta um panorama sobre a criação e desenvolvimento da web, desde Otlet e seus pensamentos revolucionários que deram origem a “web of knowledge”, até o criador do hipertexto, Theodore Nelson. Também desenvolve uma discussão em volta do que seria web 1.0, 2.0 e 3.0. Passareli inicia sua discussão explanando sobre Otlet e suas obras, o Mundaneum, a CDU e, principalmente, suas ideias que eram visionárias sobre a criação da “web of knowledge”, pode-se dizer que Otlet foi o “pai” da internet.  Já Theodore Nelson foi quem cunhou o termo “hypertext”, nos aos 60, na Universidade Brown. As ideas de Nelson influenciaram profundamente o pesquisador inglês Tim Berners-Lee, que desenvolveu a rede internet em 1989. As relações entre revolução da tecnologia da informação; crise econômica do capitalismo e do estatismo e a consequente reestruturação de ambos fizeram surgir a sociedade em rede, uma nova economia que é informacional/global e, também, uma nova cultura de virtualidade real.
Atualmente são consideradas existentes três gerações de web: 1.0, primeira geração comercial com conteúdos de baixa interatividade. Web 2.0, a que usamos hoje em dia, caracterizada por redes sociais (Facebook), ferramentas de compartilhamento (Youtube), publicação automática de conteúdos (Wikipédia) e ambiente virtual de jogos (Second Life). E web 3.0, que ainda não está sendo utilizada, mas que será a “web semântica”, segundo Berners-Lee.
Passareli também desenvolve uma discussão em volta dos conceitos de autoridade e autoria das fontes informacionais na rede. O “objeto” usado como foco da discussão é a Wikipédia, a “enciclopédia livre que qualquer um pode editar”. É também interessante a argumentação sobre a validação dos argumentos encontrados na web em geral e principalmente na Wikipédia, uma vez que as pessoas as quais editam os conteúdos não fizeram uma pesquisa científica sobre aquele conteúdo, então, como considerar tal afirmação, ou verbete, válido?
O futuro é incerto, porém Ted Nelson acredita no desenvolvimento do transcopyright e no acesso anytime/ anywhere, de Rheingold (2002).

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