Informação Estatística

Os principais valores são a legitimidade e a credibilidade.
O trabalho é realizado por agências de pesquisa e é composto por amostragem, coleta, processamento e validação de documentos.
Os profissionais que utilizam das estatísticas mais frequentemente: economistas, cientistas sociais, analistas de programas,matemáticos.
As Nações Unidas lançaram em 1994 , pela Comissão de Estatística, os 10 princípios fundamentais das Estatísticas oficiais:

1. Relevância, Imparcialidade e acesso Universal
2. Normas Profissionais e ética
3. Accountability e Transparência
4. Prevenção do uso incorreto
5. Custo-Benefício
6. Sigilo
7. Legislação
8. Coordenação Nacional
9. Padrões internacionais
10. Cooperação Internacional

Instituições  Nacionais de estatistica Importantes
IBGE  Brasil
INDEC Argentina
INE Portugal
INE Espanha
INSEE França
DANE Colômbia

Organizações internacionais globais ou regionais
ONU- UNSTATS
UNESCO- UIS
OCDE
EUROSTAT
ESS
CEPAL America Latina e Caribe

Para possibilitar a comparação de dados , estas instituições devem seguir padrões ou protocolos mínimos de metodologias e práticas.

Os infográficos são, atualmente, muito utilizados na Educação Básica como recursos didáticos.

Exemplos de plataformas: IBEGE e SEADE

IBGE
www.ibge.gov.br

Histórico

Durante o período imperial, o único órgão com atividades exclusivamente estatísticas era a Diretoria Geral de Estatística, criada em 1871. Com o advento da República, o governo sentiu necessidade de ampliar essas atividades, principalmente depois da implantação do registro civil de nascimentos, casamentos e óbitos.

Com o passar do tempo, o órgão responsável pelas estatísticas no Brasil mudou de nome e de funções algumas vezes até 1934, quando foi extinto o Departamento Nacional de Estatística, cujas atribuições passaram aos ministérios competentes.

A carência de um órgão capacitado a articular e coordenar as pesquisas estatísticas, unificando a ação dos serviços especializados em funcionamento no País, favoreceu a criação, em 1934, do Instituto Nacional de Estatística - INE, que iniciou suas atividades em 29 de maio de 1936. No ano seguinte, foi instituído o Conselho Brasileiro de Geografia, incorporado ao INE, que passou a se chamar, então, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Desde então, o IBGE cumpre a sua missão: identifica e analisa o território, conta a população, mostra como a economia evolui através do trabalho e da produção das pessoas, revelando ainda como elas vivem.

Declaração de Princípios Compartilhados que Orientam a Gestão da Informação Geoespacial

Secretaria do UN-GGIM - Divisão de Estatísticas
(ggim.un.org)

Preâmbulo

O Comitê de Especialistas das Nações Unidas sobre a Gestão Global da Informação Geoespacial reconhece:

a) Que a informação geoespacial de alta qualidade é crucial para a análise baseada em evidências e para a política de tomada de decisão bem fundamentada, voltadas, ambas, ao desenvolvimento sustentável, ao crescimento econômico, à erradicação da pobreza, à paz e à segurança, à redução do risco de desastres e à adaptação às mudanças climáticas;

b) A oportunidade de se usar a informação geoespacial para promover o conhecimento mútuo e a cooperação entre os Estados-Membros e os povos de um mundo cada vez mais conectado e que exige franqueza e transparência;

c) Que a inabalável confiança do público na fidedignidade da informação geoespacial oficial é essencial e depende do reconhecimento e da aceitação de um conjunto de valores e princípios fundamentais que, quando aplicado à gestão da informação geoespacial, apoia a independência profissional e a responsabilidade das instituições que fornecem tal informação;

d) A necessidade de preceitos, valores e convicções que esclareçam as diferentes responsabilidades sociais das autoridades da área da informação geoespacial e que incentivem e apoiem os interessados, em todos os níveis, a fazer as escolhas certas, promovendo a confiança pública e inspirando a confiança nas informações geoespaciais, para atrair parceiros e investimentos;

e) Que, para serem eficazes, é desejável que os princípios orientadores sejam incorporados nas estruturas institucionais que regem as organizações de informação geoespacial, bem como sejam compreendidos em todos os níveis políticos e por todos os interessados em nível oficial, nacionalmente.

Princípios Orientadores Compartilhados de uma instituição forte, bem sucedida e relevante da área da informação geoespacial:

a) Promoção geoespacial:reforçar tal promoção pela ação de sujeitos que, firmemente, incentivam aplicações da informação geoespacial que amparem o desenvolvimento sustentável, o crescimento econômico, a erradicação da pobreza, a paz e a segurança, a redução do risco de desastres e a adaptação às mudanças climáticas.

b) Colaboração e coordenação: estimular colaborações nacionais, regionais e globais, fundamentais à facilitação de melhorias no desenvolvimento, gerenciamento, uso e intercâmbio de informação geoespacial, bem como a integração de dados estatísticos e de outras informações, a fim de criar conhecimento novo e oferecer produtos e serviços que estejam de acordo com as necessidades dos usuários.

c) Desenvolvimento contínuo e reconhecimento do trabalho: comprometer-se com políticas e práticas que garantam o desenvolvimento contínuo, a competência profissional e a eticidade dos profissionais da informação geoespacial.

d) Agilidade e adaptabilidade: recorrer aos avanços institucionais e tecnológicos, entre outros, e deles tirar proveito, em apoio ao desenvolvimento e ao fornecimento de produtos e serviços.

e) Dados abertos: quando possível, adotar políticas que ampliem ao máximo o acesso à informação geoespacial aberta, livre e irrestrita, bem como o uso de tal informação para a inovação, para a tomada de decisão eficiente e eficaz e para uma sociedade espacialmente capacitada.

Governança

f) Uso de padrões geoespaciais e adesão a eles: adotar o desenvolvimento e o uso de padrões geoespaciais e de tecnologias de geoprocessamento interoperáveis, que sejam reconhecidos nacional e internacionalmente, aderindo a eles. A utilização desses padrões e tecnologias facilitará, eficaz e eficientemente, a criação, o compartilhamento, o intercâmbio e o uso de dados geoespaciais, bem como a transferência aberta de dados entre instituições, plataformas e aplicativos, além de incentivar a inovação, reduzir os custos das transações, aumentar a transparência e permitir a compatibilidade e a cooperação internacional no âmbito do mercado.

g) Propriedade e responsabilidade: facilitar a confiança entre criadores de dados geoespaciais, fornecedores e usuários, e criar uma compreensão clara dos dados geoespaciais, por meio da publicação de metadados, incluindo informações sobre propriedade e direitos de propriedade intelectual, condições de acesso e utilização e especificações técnicas (em especial, o uso, modelos de dados e definições de qualidade e acurácia). Isso sustentará um fundamentado e adequado uso, e interpretação, de dados geoespaciais. Os criadores e provedores de dados são responsáveis pela conformidade com as especificações dos conjuntos de dados geoespaciais disponibilizados para consumo e uso.

h) Transparência: identificar as fontes e os processos que são usados para criar e fornecer dados geoespaciais oficiais.

i) Respeito e confidencialidade: na execução das operações diárias, demonstrar elevado nível de responsabilidade e consideração para com as partes interessadas. Cuidado especial deve ser tomado para proteger a confidencialidade da informação geoespacial que possa afetar negativamente um indivíduo, uma comunidade e/ou um Estado-Membro. Os dados pessoais devem ser especialmente respeitados e protegidos.

j) Padrões de serviço: empregar as melhores práticas e soluções da gestão da informação geoespacial e buscar a excelência no fornecimento de serviços e de dados geoespaciais. Acesso adequado, justiça e equidade devem ser concedidos a todos os interessados.

k) Estrutura institucional: incentivar e criar estruturas legais e administrativas, bem como políticas de ação, que sejam inclusivas e participativas, para gerir a propriedade e a qualidade dos dados, bem como as questões relativas à propriedade intelectual e à confidencialidade.

l) Expertise: valorizar a expertise nacional acerca do conhecimento e da experiência em informação geoespacial, para, quando apropriado, comentar e validar a qualidade dos conjuntos de dados geoespaciais referentes ao território nacional, buscando sua ampla consistência, a fim de deliberar sobre matéria relativa à aplicação, à interpretação e ao uso da informação geoespacial.

m) Cooperação e harmonização internacionais: envolver-se na cooperação bilateral e multilateral na gestão da informação geoespacial para promover sistemas de gestão de dados geoespaciais eficientes e eficazes em todos os Estados-Membros. Incentiva-se a harmonização dos dados e serviços geoespaciais nacionais em nível regional e global, a fim de atender às necessidades dos usuários supranacionais.

Conformidade

n) Soberania dos Estados-Membros: a disponibilização de dados geoespaciais acurados, certificados e oficiais, que sustentam as políticas públicas e os procedimentos administrativos, é requisito essencial da autonomia, da soberania e do desenvolvimento econômico dos Estados-Membros. Tais dados devem ser considerados e tratados como infraestruturas básicas de cada país e, assim, criados e mantidos como qualquer outra infraestrutura básica.

o) Respeito à lei: observar leis, regulamentos e práticas administrativas no âmbito dos quais os Estados-Membros operam, bem como leis e convenções internacionais; evitar conflito de interesses e tornar as partes interessadas cientes dessas leis e convenções que regem as operações e a elas se relacionam. A propriedade intelectual dos criadores e provedores de dados geoespaciais deve ser reconhecida e protegida.

Setembro de 2015


SEADE
http://www.seade.gov.br/

O Seade, fundação vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo, é hoje um centro de referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas. Para isso, realiza pesquisas diretas e levantamentos de informações produzidas por outras fontes, compondo um amplo acervo, disponibilizado gratuitamente, que permite a caracterização de diferentes aspectos da realidade socioeconômica do estado, de suas regiões e municípios e de sua evolução histórica.

Ao longo de mais de 35 anos de atuação, o Seade tem se constituído em uma segura e sempre atualizada fonte de dados sobre o estado de São Paulo. As habilidades que a instituição desenvolve continuamente a capacitam para a criação e aprimoramento de metodologias e ferramentas para a formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, o que tem levado instituições das mais diferentes áreas de atuação a contratá-la para a prestação de serviços técnicos.

Sua extensa e diversificada linha de produtos e serviços tem auxiliado cidadãos, gestores públicos, empresários e jornalistas a compreender melhor as características específicas da realidade paulista, as mudanças sociais, as transformações econômicas e os impactos das políticas públicas nos seus 645 municípios.

Para disseminar sua produção, a Fundação Seade orienta-se pelas seguintes diretrizes:

  • Uso da internet como principal instrumento de disseminação;
  • Gratuidade de acesso;
  • Disponibilização de todo o acervo recente de informações;
  • Disponibilização, sempre que possível, dos microdados resultantes das pesquisas;
  • Fornecimento de metadados, como definições, classificações utilizadas, notas que sejam relevantes para a compreensão da informação;
  • Pesquisa e desenvolvimento permanente de sistemas e ferramentas para apresentação de informações;
  • Transferência de tecnologia e compartilhamento de soluções com instituições congêneres e parceiras.

Apesar do campo da estatística ser geralmente entendido como indicadores numéricos e que, no senso comum, "os números não mentem", é preciso ter muito cuidado, pois os resultados estatísticos dependem das demandas e necessidades de cada empresa, instituto , agência de pesquisa.




   

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