Escola do Futuro
Postagem realizada em: 21/06/2017 às 10:23:49 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Sandro Martin Rodrigues
A classificação e ordenação do mundo e a interpretação das relações sociais segundo indicadores matemáticos e estruturais convivem com as avaliações qualitativas das relações potencializadas pela rede. Pois cada vez mais experimentamos uma realidade sociotécnica construída em um ambiente híbrido: uma rede física (de cabos) e lógica (de softwares) instauradas numa rede de relacionamentos, na qual se constroem e se divulgam novas percepções, conhecimentos, etc.
A internet possibilitou que qualquer pessoa possa produzir e publicar seus estudos e trabalhos, mudando o panorama de produção cultural. Em pesquisa realizada pelo CETIC, em 2009, é confirmada a liderança brasileira no que diz respeito à posse de computador e conexão a internet, dentro do cenário latino-americano.
Os pesquisadores do NAP (Núcleo de Pesquisa das Novas Tecnologias de Comunicação) Escola do Futuro-USP distinguem a existência de duas “ondas” na sociedade em rede. A primeira é referente à questão da inclusão digital. Na segunda, que vivemos atualmente, é sobre a geração dos nativos digitais e a preocupação principal deixa de ser o aprendizado de ferramentas básicas de navegação para diferentes formas de apropriação e de produção do conhecimento na web.
Em outra pesquisa realizada pelo CETIC, no ano de 2009, 53% das pessoas não acessam a web devido à falta de habilidade com o uso do computador. O Professor Eshet-Alkalai classifica as literacias em cinco grupos que cobrem as principais habilidades cognitivas e não cognitivas necessárias para se desenvolver em ambiente digital. São elas: literacia fotovisual, literacia do pensamento hipermídia, literacia da reprodução, literacia socioemocional e literacia da informação.
Projetos educacionais com forte utilização da web e das redes sociais, tanto no universo da educação formal quanto no da educação para a cidadania, precisam ser incentivados a fim de sedimentar a inserção da população menos privilegiada social e economicamente na sociedade em rede em condições de competitividade globais.
Don Tapscott trata dos lados positivos e negativos dessa nova geração, os nativos digitais. Dentre os lados negativos do consumo online, o autor cita: falta de atividade física; exposição exacerbada e perda de senso público e privado; falta de autonomia; violações constantes de direitos autorais; cyberbulling; falta de ética, narcisismo e baixo senso de cidadania, entre outros. E os pontos positivos foram: liberdade de escolha; customização; espírito de investigação; integridade de princípios; colaboração; entretenimento todo o tempo; velocidade e inovação.