Resenha: "Mediação da informação no hibridismo contemporâneo: um breve estado da arte” e “Identidade conceitual e cruzamentos disciplinares”


Resenha: "Mediação da informação no hibridismo contemporâneo: um breve estado da arte” e “Identidade conceitual e cruzamentos disciplinares”

Para compreendermos o artigo “Mediação da informação no hibridismo contemporâneo: um breve estado da arte” e “Identidade conceitual e cruzamentos disciplinares”, devemos inicialmente considerar o próprio conceito de estado da arte, tido como aquilo que atinge o grau mais alto de desenvolvimento, seja de um produto, de uma técnica ou de um campo da ciência, alcançado em um período definido.

Em complementação ao que a autora expõe, acreditamos que a mediação se dá por meio da linguagem. Por ela, estabelecem-se as relações entre os indivíduos. Nesse sentido, percebemos que a comunicação produz efeitos mediadores no espaço social ao sistematizar as formas de contato. Depreendemos que essas mediações institucionais são métodos comunicacionais para a realização de atividades de interação entre os diversos sujeitos.

Salientamos, ainda, que, contrariando os chamados meios de comunicação tradicionais, em que o fluxo se dá “de um para todos” (TV e rádio, por exemplo), estamos diante de um novo modo [horizontal] de nos comunicarmos: “de todos para todos”, uma vez que qualquer indivíduo pode tornar disponível uma informação na web. Isso nos dá potencial para a contribuição ilimitada de uma grande gama de pessoas para a emergência do que a autora chama de contemporâneo hiperconectado.

Observamos, ainda, que numa sociedade hiperconectada, as pessoas também buscam novas formas de interação a partir das redes sociais na Internet, como preconizaram as redes de pesquisa pioneiras no âmbito das Universidades estadunidenses, antes da popularização da internet. Em adição ao que é apontado nos artigos, temos a contribuição de algumas das principais correntes teóricas das ciências da comunicação e da informação, como as teorias da representação, as pesquisas de natureza matemática (inclusive a bibliometria), a teoria crítica, a teoria sistêmica e os estudos de usuários. Devemos sempre buscar o questionamento desses paradigmas e as alternativas de superação a partir de novas pesquisas, hipóteses, formulação de conceitos e idéias que busquem transformar a área de modo contínuo.

Com respeito à ética e filosofia da informação, acreditamos ser necessário uma atenção maior acerca da atuação do profissional da informação e comunicação diante do atual contexto digital, de modo que possa valorizar elementos culturais sem deixar de condicionar o panorama social. É necessária uma reflexão sobre temas como a exclusão digital e o acesso à informação, que incidem diretamente no modo como se dará a relação ética entre o profissional, o usuário e os demais indivíduos envolvidos nesses processos.

Comentando, por fim, a reconfiguração das relações sociais, além do exposto pela autora, notamos que o desenvolvimento tecnológico contínuo nos traz formas inovadoras de comunicação social. Indivíduos geograficamente distantes são influenciados pela aparente proximidade que esses novos meios proporcionam, provocando possível acomodação e mudança no comportamento humano. Um exemplo dessa mudança é o tempo que se gasta utilizando um computador ou um smartphone hoje, tempo considerado às vezes prejudicial à saúde.


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