Gabriela Brancaglion - Post 01
Postagem realizada em: 18/03/2019 às 21:35:34 - Última atualização em: 18/03/2019 às 21:37:01
Autor: Gabriela Alfonso
Na primeira aula teórica do curso de Recuros Informacionais II realizamos um resgate histórico do desevonvolvimentodas tecnologias informacionais, de maneira a auxiliar nossa compreensão do universo das fontes de informação e os dispositivos digitais disponíveis atualmente.
Partindo da antiga mesopotâmia, vimos a utilização do ábaco como ferramenta de simplificação de cálculos. Mesmo sendo um mecanismo analógico, pudemos compreender o princípio que levaria a humanidade a desenvolver ferramentas informacionais cada vez mais complexas, a necessidade de organizar e recuperar informações com rapidez. Porém não seria até o desenvolvimento do capitalismo, no século XVIII, que veríamos pesquisas, invenções e projetos mais elaborados.
A mecanização da mão de obra e o crescimento da indústria bélica impulsionaram o desenvolvimento dessas pesquisas. E não por acaso é no período da segunda guerra mundial que as informações explodem por todos os lados. O desenvolvimento dos computadores têm origem militar e neste período surgem projetos que seriam base para posteriormente a criação da internet como conhecemos hoje.
Neste ponto específico vimos a questão da contribuição feminina e seu apagamento ao longo dos anos. Temos grandes nomes nas origens dos computadores, como Ava Lovelace, reconhecida por escrever o primeiro algoritmo processado por uma máquina. A primeira equipe a programarem um computador eletrônico foi de mulheres, Marlyn Wescoff, Fran Bilas, Kay McNulty, Ruth Lichterman e Adele Goldstine.
Infelizmente ao longo dos anos houve um decréscimo do número de mulheres atuantes na área. Podemos entender que um dos pontos dessa questão é a falta de estímulo e representatividade. Hoje surgem projetos tanto de empresas quanto de universidades (inclusive da USP) de atrair mulheres para esta área. Considerando que o mundo hoje é digital nos parece evidente a relevância de inserir mulheres neste campo.
No universo da biblioteconomia essa questão não se torna menos grave. É visível as mudanças irreversíveis que o mundo digital trouxe para nossa profissão e devemos estar atentas e dispostas anos atualizar para sermos capazes de atender as demandas tanto do mercado de trabalho quanto de nossos usuários.
Fonte
EACH. Mulheres na computação. Dispoível em: <http://www.each.usp.br/petsi/jornal/?p=1701>. Acesso em 18 de mar. de 2019.