INTERNET, BUSCADORES e BIBLIOTECAS VIRTUAIS - A Guerra dos Browsers
Postagem realizada em: 25/03/2019 às 22:10:15
Autor: Norberto Plácido
Durante muito tempo, a Internet (ou o que viria a sê-la) existiu como um destacamento de interesses militares, agrutinados por uma série de inconsistências quanto ao modo de agir do mundo Ocidental e Oriental, fragmentos reconhecivéis da rivalidade do pós-Segunda Guerra: informação como recurso estratégico; recurso estratégico como ferramenta de controle. A ARPANET (embrião da moderna WWW) era pouco mais que um pequeno grupo de militares trocando mensagens de cunho restrito, nos anos 1960. Muito foi evoluído e alterado, sendo que essa distribuição de cartas eletrônicas só ganharia a forma de e-mails após meados dos anos 1990, com a popularização dos serviços e computadores: nascia a Internet, como a conhecemos hoje, propriamente falando. Mas muito da sua popularização só aconteceria após a resolução de um pequeno problema: a criação de um ambiente amigável e intuitivo, que chegasse de maneira mais tranquila aos lares e mentes das pessoas que não eram lá muito familiarizadas com conceitos de prompt e nem achavam lá muito atraente ficar horas em sites de troca de mensagens. Quando o primeiro browser comercial, o Mosaic, estreou. Foi um alivio e tanto. Mas nada prepararia o mundo para o que aconteceria após o lançamento do Netscape Navigator.
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Aliando uma bela interface com a praticidade que todo programa de sucesso precisa, o navegador foi o primeiro a mostrar as páginas de web enquanto elas "carregavam", mostrando assim a robustez de sua programação. E sendo de uso livre para uso não comercial, dominou o mercado nos primeiros anos da Internet, que, à época. era negligenciada pelas grandes empresas de informática como um "modismo passageiro". A Microsoft, que desde sempre dominava o mercado de sistemas operacionais para computadores IBM/PC buscou seguir o timão da Netscape, lançando seu Internet Explorer, ainda na versão 3.1do seu sistema Windows: foi o inicio do período conhecido como "A Guerra dos Browsers".

Existem muitas histórias sobre o período; muitas verdadeiras, outras folclóricas. A mais conhecida (e documentada) conta que, quando do lançamento da versão 4.0 do Internet Explorer (e que integraria de vez o browser ao sistema Windows) vários funcionários da Microsoft levaram um grande "E", esculpido na forma do símbolo do navegador, para o jardim da sede da Netscape - uma afronta e tanto! O fato é que essa integração (que viria a render muitos problemas legais para a Microsoft no Futuro) representou um grande problema para a Netscape, que tinha na venda dos serviços do seu navegador para as empresas como uma de suas principais fontes de renda. Porque pagar para ter um serviço que, tecnicamente, é garantido "de graça"? Essa lógica de resultados da Microsoft, ainda que tenha destruído a Netscape, favoreceu o florescimento de outros entusiastas do software livre. O Firefox, reconhecido como principal herdeiro do Netscape Navigator, é uma realidade cada vez mais presente e constante, sendo um dos responsáveis pela queda do Internet Explorer e a não popularização do Edge, atual browser da Microsoft e que não é muito além de um programa esquecido dentro do seu próprio e gigantesco sistema operacional.
REFERENCIAS
https://www.arnnet.com.au/slideshow/557401/pictures-visual-history-netscape-navigator/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_navegadores
https://medium.com/@ddprrt/tales-from-the-browser-wars-mozilla-stomps-internet-explorer-799035887cb1