Aula 30/03 - RFID: a tecnologia que inclui as bibliotecas no universo da internet das coisas
Postagem realizada em: 05/04/2020 às 21:41:30 - Última atualização em: 05/04/2020 às 21:42:01
Autor: Rodrigo Sono
O RFID (Radio-Frequency Identification) é uma tecnologia de identificação por radiofrequência, ou seja, é um recurso tecnológico que permite a identificação automática de objetos através da emissão e recepção de ondas de rádio. A principal função do RFID é a troca de informações, isso significa que podemos conseguir, de forma instantânea e direta, vários tipos de dados dos objetos, desde que estes possuam uma tag (etiqueta ou transponder equipados com um chip) que traz consigo vários tipos de informações. Um leitor ou uma base transmissora envia um sinal de rádio, sendo que quando o chip capta este sinal, ele devolve-o, enviando para o transmissor todas as informações a respeito do objeto.
É uma tecnologia parecida com a dos códigos de barra, com a diferença que são bem mais eficientes, enquanto que aqueles precisam que o leitor esteja direcionado diretamente ao código de barra para que ocorra a leitura, nos RFIDs não há essa necessidade, pois, a base transmissora ou leitor identificam os objetos através das ondas que navegam em determinada frequência. Essa tecnologia provavelmente irá substituir os leitores de código de barra que existem no comércio, assim como, ela tem a possibilidade de ser aplicada em várias outras áreas, como na indústria, na aviação, nos transportes terrestres e ferroviários, e também pode ser utilizada em bibliotecas.
Nas bibliotecas podemos utilizar o RFID para várias finalidades, por exemplo: identificação dos itens, controle de empréstimos, criação de um sistema de segurança contra extravio de livros, mapeamento do acervo, auxilio no inventário e a possibilitada de levantamentos estatíscos. A tecnologia de identificação por radiofrequência facilita nas atividades bibliotecárias pois permite que todos os dados de catalogação, indexação e classificação dos materiais possam estar armazenados em uma tag, que quando identificada pelo leitor são redirecionadas para o sistema que analisa todas as informações bibliográficas e disponibiliza para consulta.
Atividades como levantamento estatístico ou inventário para serem feitas (que em alguns casos precisa deixar até mesmo a biblioteca fechada) dispendiam de muito tempo e recursos, tanto material quanto humano, porém agora, com a tecnologia do RFID podem ser realizadas em um curto período de tempo, e os bibliotecários que antes perdiam tempo realizando-as podem dedicar seu tempo na execução de outras tarefas.
Na biblioteca trabalhamos com materiais bibliográficos, ou seja, são objetos mais frágeis pois estão em suportes de papel que muitas vezes são feitos de compostos que facilmente se deterioram. Por isso as etiquetas que vão ser coladas precisam ser de um material que não danifique o papel, e para isso o adesivo deve conter um ph neutro. Como os livros são objetos de porte pequeno então as etiquetas utilizadas são as que trazem os chips com frequência de 13,56 MHz (HF) ou 900 MHz (UHF) pois são as que se adaptam ao tamanho das etiquetas que vão coladas nos livros.
A tecnologia do RFID tem potencial de ir mais além do que apenas otimizar a gestão das bibliotecas. Ela pode permitir a participação da biblioteca e de seus usuários naquilo que está atualmente sendo chamado de internet das coisas. Exemplo: um usuário que frequentemente pega emprestado livros na biblioteca, pode ter seu hábito de leitura mapeado por um algoritmo que tem seu banco de dados alimentado pelas informações captadas pelo RFID, e a partir disto, este usuário poderá começar a receber, através de seu smartphone por exemplo, recomendações de outras obras que possam lhe ser interessante.
É possível olhar no horizonte e perceber que as inovações tecnológicas, fundamentadas na internet das coisas, no big data e inteligência artificial, vão impactar a gestão das bibliotecas e dos centros de informação, assim como irão alterar a forma como esses equipamentos funcionarão. Os fluxos de informações tendem a crescer exponencialmente em razão de que os suportes atuais estão todos no formato digital, e isso significa um aumento da carga de trabalho dos profissionais da informação, porém, também graças as novas tecnologias esses profissionais terão à disposição ferramentas poderosas que auxiliarão na execução de sua atividade fim.
Referências:
VALMIRO, Robson. Antenas para sistemas RFID impressas em substrato flexível. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 143 p. 2015.
Site: https://www.tecmundo.com.br/tendencias/2601-como-funciona-a-rfid-.htm
Site: https://www.escolaedti.com.br/rfid-o-que-e
Site: https://rfidbrasil.com/blog/etiquetas-rfid-seus-modelos-e-aplicacoes/