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JOSÉ GUILHERME DE SOUZA OLIVER
NÚMERO USP: 9022283
RECURSOS INFORMACIONAIS 2
RESENHA DE OBRA DISPONÍVEL NA BIBLIOTECA DA ECA/USP.
O BIBLIOTECÁRIO E O ANALFABETISMO NO BRASIL.
DISPONÍVEL EM: https://doi.org/10.26512/rici.v12.n3.2019.26984
O artigo começa falando de algo bem importante para a evolução da educação no Brasil; o momento em que o presidente Lula estava no seu desafio de presidente, colocando o então professor Cristóvão Buarque ex reitor da Universidade de Brasília no cargo de Ministro da Educação. O ministro de fato sempre defendeu uma educação de evolução do brasil para um pais alfabetizado. Uma de suas falas mais importantes é:
[...] Mas agora quero fazer referência, com todo respeito às anteriores, ao mais importante: o analfabeto brasileiro. Quero fazer uma referência aos 20 milhões de brasileiros, que não temos o direito de daqui a quatro anos, termos ainda iletrados. É o desafio que eu assumo aqui. [...] Não é possível que um país que tem a mesma língua, fabrica aviões, tem hidrelétricas, tem tanta riqueza, não consiga fazer com que todos os adultos leiam a língua, que quase todos falam, salvo alguns grupos indígenas. Não é possível. É uma vergonha, que nós não temos o direito de viver com ela e muito menos de deixá-la para gerações que venham diante de nós. Nós herdamos um Brasil com analfabetos. Mas por favor, não repassemos para os nossos filhos e netos, para gerações futuras, um Brasil com a chaga do analfabetismo. Esse é o desafio que eu quero convocar todos. Ninguém pode ficar de fora.(Leia, 2003; grifo nosso)
Após a sua saída do ministério em 2004, o analfabetismo foi colocado de lado, ficando esquecida nas principais pautas sobre educação em um pais onde estimasse que em 2019, em uma pesquisa feita pelo IBGE , onde na Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua, estimasse que pelo menos 11,3 milhões de pessoas são analfabetas, com menos de 15 anos.
A seguir será feita uma análise de alguns desses documentos identificados. Iara Ferreira de Macedo, bibliotecária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontou, em 1987, que sabe-se que um pré-requisito básico para o desenvolvimento da
leitura numa sociedade refere-se à formação de leitores através do processo de alfabetização. Mas, vale ressaltar, que apesar de ser um elemento fundamental, a alfabetização não é suficiente em si mesma para garantir a evolução da leitura numa sociedade. Com isto quer se dizer, de que adianta saber ler se os objetivos da leitura (livros, jornais, revistas, etc.) não são colocados a disposição do indivíduo, ou, até mesmo, não há dinheiro para a compra, De que adianta saber ler se não existe uma leitura no mundo.
Rubens da Silva Ferreira, graduado em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Pará, num estudo sobre a sociedade da informação no Brasil, apontou o analfabetismo como um dos fatores críticos para que o Estado possa alcançar resultados na implementação dessa nova sociedade.
Como se pode notar pelos pensamentos dos autores citados anteriormente, há necessidade de que “ninguém pode ficar de fora” no combate à redução do analfabetismo no Brasil. Com essa redução também será possível reduzir a taxa de analfabetismo digital e, quem sabe, ampliar o nível do letramento em informação dos brasileiros.
O bibliotecário não pode continuar passivo, ele deve pressionar todos os níveis de atuação governamental (municipal, estadual e federal), das instituições privadas e organizações do Terceiro Setor. Essa pressão deve ser voltada para a melhoria e ampliação as políticas públicas voltada ao combate do analfabetismo. É claro que, além disso, o profissional deve mostrar a importância das bibliotecas públicas e escolares como locais adequados para receberem os futuros cidadãos que poderão ler escrever. Há, portanto, um longo caminho a ser percorrido pelo bibliotecário e suas entidades profissionais.


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