Porta da biblioteca, recepção, plaquinha em azul e branco e quadro temático.


Escolhi a biblioteca do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/USP).
1ª tentativa: 31 de agosto – Cheguei às 20h45, horário em que estava fechando.
2ª tentativa: 6 de setembro – Cheguei às 20h, mas a cena se repetiu. Por ser véspera de feriado, estavam fechando mais cedo.
3ª tentativa: 10 de setembro (deadline) – Cheguei às 19h40. Bem a tempo! Finalmente pude conhecer o que há por trás daquela porta envidraçada. Agora sim:
 
Visita ao Serviço de Biblioteca e Informação Biomédica (ICB/USP)
 
A porta passa impressão um pouco hostil. Parece estar trancada e não há funcionários por perto. Há também uma abertura para devolução de livros. Bem impessoal e previsível para uma biblioteca da área de saúde/ biológica.
Logo em seguida há um hall com mural de eventos e – importante – mapa com a divisão da biblioteca. Notam-se muitas divisórias, todas de vidro, mas o único acesso é a recepção, no final do corredor. Tudo é sinalizado com plaquinhas em azul e branco. Aliás, o ambiente todo contrasta paredes claras e objetos em azul escuro; é bem organizado e iluminado.
Na recepção, onde senta uma funcionária, há um mural com o regulamento da biblioteca. Lá é o ponto em que o usuário decide entre os vários caminhos que pode seguir:
·          À frente, acesso ao espaço com livros didáticos em português. São divididos por assunto, sempre ligados à área biomédica. Há várias mesas para estudo, e não há funcionários.
·          À direita, corredor com acesso para o “espaço de estudo”, dividido em “leitura/ estudo individual” e “estudo grupo/ informática”. Há mais uma sala com livros da área, a maioria em inglês, e cerca de três salas de estudo. Há também uma sala de computadores para uso geral e pesquisa.
·          À esquerda, uma porta fechada. Quem se atreve a ultrapassá-la encontra um salão central com saída para mais e mais salas com divisórias de vidro. A maior tem material de teses e periódicos, computadores para pesquisa e espaço de estudo. Há também saletas de “administração e informática”, “vídeo” (com espaço para exibição de poucos vídeos expostos) e “comutação inter-bibliotecas” (é o que dizia a plaquinha). Nesse setor havia uns três funcionários. Tive que insistir para que uma bibliotecária não monitorasse (solícita) a minha visita (forasteiro).
É possível notar que as áreas à direita da recepção são direcionadas aos alunos da graduação, e as à esquerda, aos da pós-graduação. Essa divisão é importante porque os públicos são diferentes. Os graduandos são um público mais numeroso, jovem e “barulhento”, enquanto os alunos da pós são mais concentrados e silenciosos. Essa divisão se reflete na organização do acervo e no clima dos ambientes. Resumindo:
 
graduação = livros didáticos = conversa
pós-graduação = teses e periódicos = silêncio
 
Algumas peculiaridades dessa biblioteca chamam a atenção: não há guarda-volumes, há escadinhas para quem precisar alcançar prateleiras mais altas, os ambientes são decorados com quadros temáticos (com células, sinapses ou sistemas venosos), os equipamentos são todos novos, algumas plaquinhas são traduzidas para o inglês, há um balcão na saída para sugestões e comentários.
 
Impressões de um leigo em bibliotecas
Achei a biblioteca bastante acessível para um usuário inédito em busca de obras da área biomédica, que é bastante específica. É difícil alguém entrar lá por engano ou sem saber exatamente o que procura. Isso, do meu singelo ponto de vista, facilita a recuperação das informações.
O acervo é muito bem organizado, dividido por assunto (por exemplo, anatomia, fisiologia, parasitologia, embriologia etc.). Isso é o suficiente para eu considerar a biblioteca muito boa. Senti entre os (poucos) funcionários muita prontidão e simpatia, perdendo a imagem de “lugar restrito às pessoas que pertencem à unidade”.

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