Fontes de Informação
Postagem realizada em: 24/08/2020 às 18:28:10 - Última atualização em: 24/08/2020 às 18:31:12
Autor: Daniela Hatano
Desde o inicio dos tempos a humanidade se preocupa em registrar acontecimentos, por mais mundanos que sejam. O primeiro registro de atividade humana data do período Paleolítico, as pinturas nas cavernas provavelmente retratam o cotidiano de seus habitantes, já os mesopotâmicos faziam seus registros em blocos de argila e os egípcios usavam o papiro, isso para citar apenas alguns exemplos.
Os suportes variam, mas o objetivo sempre foi o mesmo: fazer com aquela cultura e povo sejam lembrados, pois quando a memória é preservada e registrada ela nunca cai no esquecimento.
A característica mais importante de um suporte é sua durabilidade, se a informação nele registrada não ir adiante de nada adiantou o registro e mesmo assim o material mais usado para registro durante anos foi o papel. Um material fino, facilmente inflamável que tinha de tudo para perder a disputa com tempo. Claro, os livros mais antigos escritos durante a Idade Média não estão nas melhores condições, mas preservações, restaurações e cópias tornam possível a preservação e utilização do conhecimento neles registrados.
O papel tem sua origem na China, um oficial da corte chamado T’sai Lun observou um dia que as vespas eram capazes de criar uma pasta celulósica obtida das fibras vegetais do bambu e da amoreira para construir seus ninhos. Usando o mesmo preceito dos insetos, T’sai Lun criou o papel a partir de uma pasta de cascas de bambu e amoreira, que estendeu deixou secar. E mesmo quase dois mil anos depois sua produção é praticamente a mesma.
O papel foi mantido como segredo na China de 105 d.C até o século VIII, quando a China invade a Coréia e o processo de produção do papel foi difundido para o Japão a partir daí. Mas o que fez com que o papel se difundisse de fato foi a Batalha de Talas, que ocorreu em Sarmancada, no século VIII. Muitos soldados chineses foram feitos prisioneiros dos árabes, para conseguir sua liberdade os soldados chineses deram aos árabes o processo de confecção do papel. Maravilhados pelo material os árabes começaram sua própria produção e devido a sua crescente expansão geográfica o papel chega na Península Ibérica no século XI. E a partir daí ele começa a ser usado em grande escala para a impressão de livros até os dias de hoje.
Fonte:
FRITOLI, C. L.; KRüGER, E. L.; CARVALHO, S. K. P. História do papel: panorama evolutivo das técnicas de produção e implicações para sua preservação. Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação, v. 9 No 2, n. 2, p. 475-502, 2016. DOI: 10.26512/rici.v9.n2.2016.2424 Acesso em: 24 ago. 2020.