Relatório sobre os seminários dos anos anteriores - Dicionários e Enciclopédias
Postagem realizada em: 28/09/2020 às 16:22:11 - Última atualização em: 04/10/2020 às 14:36:29
Autor: Amanda Batista
Relatório dos seminários dos anos anteriores – Dicionários e Enciclopédias
Grupo 1 – Barbara Pina, Diego Freire, Ernesto Lopes e Giovana Batista
O grupo começa abordando o conceito de dicionário segundo os autores Cunha e Macedo, que definem como uma obra de referência que dá informações sobre as palavras e sua grafia. Assim se dá a compreensão de determinados símbolos que são fundamentais para a transmissão da informação.
Em seguida são abordadas as funções dos dicionários, como a facilidade de acesso à língua e cultura, o estabelecimento de definições e padrões normativos, tradução de termos, entre outras. Dessa forma eles se constituem como inventários completos da língua e podem ser diacrônicos – com enfoque histórico – ou sincrônicos – com caráter contemporâneo.
Há um breve histórico sobre o surgimento dos dicionários desde a Antiguidade, com pequenas explicações nas margens dos manuscritos, até a atualidade, com novas tecnologias. Uma referência importante é a de Macedo, que propõe divisões entre o linguístico – monolíngues, especializados ou multilíngues –, o de assuntos – monotemáticos ou enciclopédicos – e os glossários, vocabulários e tesauros.
Como exemplo é citado o Dicionário de Tupi Antigo, o Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro, o Dicionário Biográfico de Pernambucanos Célebres e o Dicionário da TV Globo, com a apresentação de alguns verbetes de cada.
O grupo então segue para as enciclopédias, iniciando por sua origem segundo Campello, que as define como obras que reúnem informações e as apresentam de forma sistemática com a intenção de ser um círculo completo de educação.
As enciclopédias podem ser organizadas com o arranjo metódico ou sistemático – por grandes assuntos ou áreas do conhecimento – ou o arranjo de verbetes individuais organizados em ordem alfabética, mas atualmente algumas tentam conciliar os sistemas.
Algumas características citadas são a utilização de referências ou o redirecionamento dos leitores para outros verbetes e os índices, que agrupam os termos relacionados entre si. As enciclopédias são separadas de acordo com a tipologia definida pelo âmbito – temática, geográfica ou temporal –, público e organização.
Por fim, há alguns exemplos de enciclopédias, como a Enciclopédia Mirador Internacional, An Encyclopaedia of Korean Culture, The New Encyclopaedia Britannica e o Dicionário Enciclopédico Brasileiro.
Grupo 2 – Júlia Hosino, Lígia dos Santos e Natalia da Silva.
O grupo começa com a explicação sobre obras de referência do Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia, um documento que fornece acesso rápido a informação e é utilizado principalmente para a consulta do usuário e facilitar a localização de outras obras. Alguns exemplos são os dicionários, enciclopédias, bibliografias, anuários, tabelas, entre outros.
Em seguida, o conceito de enciclopédia é apresentado segundo Cunha e Cavalcanti, como obras que contem informações sobre todos ou apenas algumas vertentes do conhecimento e com verbetes organizados de forma sistemática ou alfabética. Elas podem ser separadas em gerais ou especializadas.
Foi feito um breve histórico de sua origem, desde a Grécia Antiga até o Iluminismo, com suas vantagens, como a facilidade de localização da informação, rápido acesso aos assuntos, as ilustrações como complemento do conteúdo e a sua elaboração por especialistas, o que proporciona maior confiabilidade de informação.
Os exemplos escolhidos foram a Enciclopédia Mirador Internacional, Encyclopedia of Lybrary and Information Science, The New Enciclopaedia Britannica e a Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura.
Logo após há o conceito de dicionário segundo Houaiss e Cunha, com a definição de uma listagem de palavras, expressões ou assuntos e seus significados ou tradução em outro idioma. Então há um breve histórico, com registros antigos e sua consolidação no Renascimento.
Os dicionários podem ser separados em dicionários de língua – reúnem um conjunto de termos de uma língua – ou dicionários de assunto – abordam definições de termos específicos de uma área. Como exemplo há o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa, English Language Dictionary e o Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia.
Grupo 3 – Greicyene Ueki, Patrícia Manoel e Plínio Soares Junior.
O grupo começa com a definição de dicionário segundo Cunha, como uma obra de referência que disponibiliza informações sobre as palavras e define termos de forma simplificada. Além disso, eles são repertórios de signos linguísticos, ou seja, contém o significante – verbetes – e o significado – informações contidas.
Sua finalidade é impedir os obstáculos na comunicação e eliminar o ruído provocado por termos desconhecidos. O dicionário surgiu como pequenas anotações nas margens dos manuscritos e se tornou uma obra extensa e variada, mas pode ser separado em dicionários de língua – relação alfabética de palavras de uma língua –, que podem ser unilíngues, especializados ou multilíngues; ou de assunto – definição de termos próprios de uma área –, que podem ser monotemáticos ou enciclopédicos.
Os exemplos apresentados são o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o Dicionário SESC: a linguagem da cultura, o Dicionário do Artesanato Indígena e o Dicionário Oxford Escolar.
Em seguida há a definição de enciclopédia segundo a Academia Brasileira de Letras como uma obra de busca e consulta sobre conhecimentos variados. Ela surgiu na Grécia Antiga e pode ser separada em enciclopédias gerais – com todas ou várias áreas do conhecimento – ou especificas – com apenas uma determinada área.
Alguns exemplos são a Enciclopédia Mirador Internacional, a Enciclopédia Einaudi, The New Encycloaedia Britannica, a Enciclopédia da Música Popular Brasileira e a Encilopedia de Las Cosas que Nunca Existieron.
Por fim, há a comparação entre os dicionários e enciclopédias, sendo que ambos são obras de referência, mas o primeiro é organizado por ordem alfabética e o segundo por assuntos. Dessa forma, ambas contribuem com a ampliação do vocabulário, identificação de áreas do conhecimento, aprofundamento em uma área específica, visualização das relações entre temas e áreas do conhecimento.