Resumo-aula-02


O conhecimento científico, de um modo geral, sempre foi pautado pela circulação de sua produção, desde tempos remotos, quando a comunicação se dava por meios, difíceis de serem vislumbrados, do ponto de vista das possibilidades, dada a facilidade com que ele circula, atualmente. Sob este aspecto, a palestra ministrada por Elisabeth Adriana Dudziak, da Agência AGUIA-USP lançou luz ao apresentar os desenvolvimentos das bases de dados informacionais voltados para as áreas das Ciências da Saúde, Exatas e da Terra. Já em 1773, de acordo com Elisabeth, o Medical and Philosophical Commentaries buscou compilar e publicar informações científicas do âmbito das Ciências Médicas, objetivando concentrar e divulgar as pesquisas em de desenvolvimento. De lá para cá, um salto se deu com a emergência da plataforma Embase, criada em 1972,  que viabilisava o acesso eletrônico a publicações nesta área. Nos anos 1980 muitas Bilbiotecas Internacionais forneciam bancos de dados em CD-ROMs permitindo a interface entre pesquisas correlacionando áreas distintas, recurso este utilizado pela USP nos 1990, em suas Bibliotecas por meio de agendamentos de docentes e pós-graduandos. A flexiblização do acesso à informação em pesquisas, bem como a independ?ncia e consequente ampliação da possibilidade do acesso à produção científica na Universidade se deu, de acordo com Elisabeth, em 1999, quando da inauguração do Programa Biblioteca Eletrônica - ProBE. Este passo importante promoveu a integração entre as Universidades Estaduais do Estado de São Paulo, e ainda serviu de auxílio para a criação do Portal Capes de periódicos, em 2001. Elisabeth também esclareceu as diferentes bases de dados que se apresentam atualmente, distinguindo os catálogos online, característicos das Bibliotecas em geral, por conterem informações de seus acervos e permitirem que se conheça o local das obras fisicamente, tal como se apresenta o Catálogo Online da USP, Dédalus, de fontes de Dados Bibliográficos, como o JSTOR, voltados para a publicação de documentos e referências de pesquisas realizadas, as analíticas voltadas para e métrica, e por fim os Metabuscadores, ferrrentas de buscas que reunem fontes variadas de informação, incluindo bases de dados de bibliotecas digitais, funcionando como repositórios de informações. Quanto ás bases de dados, podem se apresentar de forma organizada, classificadas por divisão de àreas do conhecimento, seguindo critérios específicos e variáveis, de acordo com a instituição, como a CAPES e CNPq, por exemplo. Das Bases de Dados específicas para a área da Saúde, Elisabeth citou a Medline e a EMBASE, e uma ferramenta disponível para acesso à informação remota, UPToDate, disponibilizada pela USP, e que proporciona ao profissional da área infromações instantâneas sobre assuntos variados. Para as Ciências Exatas e da Terra, foram mencionadas as Bases CAPES, JSTOR e ACM Digital Library. Muito se debateu sobre a expansão destas bases, como forma de promoverem a circulação confiável de fontes informacionais de pesquisa científica, bem como a necessidade de tornar o acesso ainda mais amplo a comunidades científicas menos prestigiadas. 


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