Reflexão sobre a aula do dia 26/04.
Postagem realizada em: 07/05/2021 às 07:11:45 - Última atualização em: 08/06/2021 às 09:48:42
Autor: Igor Gomes
Nesta aula tivemos a oportunidade de navegar por algumas das muitas bases de dados e perceber suas funções e a importância dessas para nossas diferentes demandas de recuperação e mediação da informação. Quando pensamos sobre produção de dados, coleta e interpretação dos mesmos para dar a eles sentido interpretativo e fazer com que gere informação, nos deparamos com os seguintes questionamentos: Para onde vai esta informação? O que quero fazer com ela agora? De que maneira contribuir para a produção no meu país ou até no âmbito mundial?
Considerando a fala da professora Elisabeth, gostaria de refletir sobre a importância do acesso aberto nesta postagem. Lidar com produção de informação é lidar com espaços de poder. E a hegemonia na produção é talvez uma das maiores lutas travadas para o acesso à informação. Acredito que a relação de poder está diretamente ligada com a disponibilidade de dados de maneira aberta e livre. Mas talvez seja ingenuidade pensar que o retorno da produção poderia ser mantido de maneira a não prejudicar seu acesso livre. Um pouco da história da sci-hub nos ajuda a compreender a discussão sobre informação e a necessidade dela para avanços da ciência e da pesquisa. Mesmo desviando um pouco do assunto “bases de dados”, acredito que este exercício de refletir a importância do acesso e as relações de poder por trás das assinaturas e cobranças em detrimento da disponibilização dos títulos deveria ser central para analisarmos inclusive as relações de socialização em que nos inserimos.
A relevância do acesso aberto, tanto político quanto social, fica visível quando observamos a forma que consumimos e produzimos ciência na atualidade. Conforme a demanda por informações especifica crescem, não conseguimos criar mecanismos de fluxo livre de informação, ficando muitas vezes presos a editoras. O acesso aberto vem com a proposta de permitir que consigamos democratizar a informação e tratá-la como universal de fato, universal, acessível e de direito a todos. Quando limitamos o acesso de uma produção a uma assinatura de revista ou à compra destes artigos, estamos definindo quem vai ler e quem terá esse acesso. Dessa forma, as produções podem ficar circunscritas a determinados grupos e países, levando a monopolização da informação.