Economia da atenção: o problema da riqueza de informação e falta de atenção


No dia 24 de maio de 2021 tivemos uma aula-palestra realizada pelo professor Alan César Belo Angeluci, sua apresentação abordou o tema: as Bases de Dados à Ciência de Dados: IoT; Big Data, Inteligência Artificial e Ciência de Dados.

Alan Angeluci é professor permanente no PPGCOM (Linha de Pesquisa "Produção e Recepção da Informação Pública"), PPGE (Linha de Pesquisa "Formação docente e profissionalidade") e na Graduação em Comunicação Social (Escola da Indústria Criativa) na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), além de fazer partes de outros projetos e ter um currículo acadêmico extenso com pós-doutorado e doutorado.

A partir do tema “As Bases de Dados à Ciência de Dados: IoT; Big Data, Inteligência Artificial e Ciência de Dados”, Angeluci fez uma apresentação que com noções da evolutiva da internet demonstrando o passado, futuro e o presente, o surgimento do Big Data, da Inteligência Artificial e Internet das coisas, a interdisciplinaridade da Ciência de Dados e o papel do profissional da informação em meio a tantas mudanças.

Dentre as informações exibidas a “Economia da atenção” me causo um alerta, justamente por parecer algo complexo e até curioso refletir que existe um mercado voltado para o tempo que utilizamos as plataformas da internet.

O conceito de Economia da atenção foi abordado a primeira vez pelo psicólogo e economista Hebert A. Simon, ele começou a refletir sobre as consequências de um mundo voltado para a Informação e concluiu que, “... uma riqueza de informações cria uma falta de atenção e uma necessidade de alocar essa atenção de forma eficiente entre a superabundância de fontes de informação que podem consumi-la.” ( WIKIPÉDIA, 2021)

Todos estão voltados para uma determinada informação, qualquer pessoa tem um assunto que te interessa e o papel desenvolvido nessa Economia da atenção é entender o que determinado público precisa e conseguir mantê-los conectados por maior tempo possível.

Segundo uma pesquisa do site da Agência Brasil, o Brasil é o terceiro no ranking dos países em termos de tempo gasto em aplicativos, levemente acima da média, com 3 horas e 45 minutos, ou seja, somos um ótimo território para esse tipo de mercado.

Uma economia em crescimento e um lugar adequado para sua atuação, os brasileiros estão cada vez mais conectados, seja por smartphones, smart tv, smartwatch, as empresas que desenvolvem esses aplicativos estão engajadas somente no tempo de consumo do usuário independente das consequências desse uso parece tudo perfeito.

No entanto, sem perceber passamos horas conectados a aplicativos recebendo a riqueza de informações, mas qual é a falta de atenção está sendo sentida? Uma pergunta difícil de responder, não.

Uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, revela que as taxas de ansiedade e depressão entre jovens de 14 a 24 anos aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Ao todo, 1.479 participantes das pesquisas falaram sobre o nível de envolvimento com aplicativos como Youtube, Twitter, Instagram e Snapchat e como eles influenciavam em seus sentimentos.

Dessa forma, é imprescindível reconhecer que a economia da atenção fornece uma riqueza de informação, mas que gera uma falta muito maior e consequência sérias para vida dos usuários.

FONTE: Agência Brasil, Wikipédia, Medley.

Referências:

Como o uso excessivo das redes sociais podem prejudicar sua saúde mental. Medley, 2020. Disponível: medley.com.br/blog/saude-mental/setembro-amarelo. Acesso: 27.05.2021

Colaboradores da Wikipedia, "Economia da atenção", Wikipedia, The Free Encyclopedia, https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Attention_economy&oldid=1019973496 (acessado em 27 de maio de 2021).

VALENTE, Jonas. Brasil é o 3º país em que pessoas passam mais tempo em aplicativos. Agência Brasil. 16 de janeiro de 2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-01/brasil-e-o-3o-pais-em-que-pessoas-passam-mais-tempo-em-aplicativos#:~:text=As%20pessoas%20passaram%203%20horas,foi%20divulgada%20ontem%20(15). Acesso em: 27.05.21.


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