11. Notas sobre o seminário 5
Postagem realizada em: 28/06/2021 às 23:14:59 - Última atualização em: 28/06/2021 às 23:16:52
Autor: Fernando Azambuja
Apesar do acesso às grandes bases de dados acadêmicas e de grandes grupos editoriais, é inegável que seu acesso é drasticamente restrito, seja por motivações financeiras, seja pelo despreparo da maioria das pessoas para lidar com características estruturais como os mecanismos de busca dessas bases, a linguagem acadêmica excesssivamente rebuscada ou o simples excesso de informação não objetiva às perguntas do usuário.
Além disso, com o crescimento da internet, tornam-se necessários mecanismos de auxílio ao usuário para chegar aonde precisa. Surgem os mecanismos de busca da internet. Dentre as várias opções que surgiram com o passar do tempo, o Google se destaca por seu algoritmo eficiente que não somente indexa, mas relaciona e estabelece um sistema de pontuação atribuído aos sites, tudo com a intenção de tornar a busca mais eficiente e retornar ao usuário a informação mais relevante. Além dessas características, na esteira das últimas tendências, o sistema Google passa a considerar todo o aparato de Big Data, aproveitando-se da integração de seus inúmeros serviços oferecidos como Gmail, Google Maps, Drive, Meets etc. Assim, o conteúdo de um e-mail ou um local visitado recentemente podem se tornar parâmetros que influenciam o resultado das buscas.
Apesar da hegemonia da plataforma Google, outros serviços ainda persistem, atendendo a demandas específicas de determinados públicos como o Baidu, bastante popular na China ou o DuckDuckGo que afirma prezar pela privacidade do usuário.
Numa outra perspectiva de pesquisa, agora mais direcionada e específica, falamos de bases de dados abertas, ou seja, aquelas cujos dados são “livremente acessados, utilizados, modificados e compartilhados por qualquer pessoa, estando sujeitos, no máximo, a exigências que visem preservar sua proveniência e abertura” (Portal Brasileiro de Dados Abertos, 2011 apud Sanches e Coleone). Vale destacar o grande esforço atual de instituições para promover o acesso aberto e melhores condições de publicação de pesquisas em países em desenvolvimento. Um bom exemplo disso é a plataforma Redalyc cujo foco é a América Latina, Caribe, Espanha e Portugal.
Estudo de caso: Redalyc
Mantida pela Universidad Autónoma del Estado de Morelos no México, a plataforma Redalyc.org procura agregar conteúdo científico de países latino americanos uma vez que, muitas vezes, esses não têm condições ideais de competir nas bases norte-americanas ou européias.
Apresenta mecanismo de busca simples com opções de certos campos. Uma vez feita essa busca, é possível filtrar os resultados por ano, idioma, disciplina e país. O resultado da busca retorna artigos completos, geralmente em pdf, mas apresentando ocasionalmente outros formatos.
Na página inicial, há um diretório de áreas de conhecimento, instituições e países. Acessando essas listas, temos acesso a dados bilbiométricos daquele elemento além de abrir a possibilidade de uma primeira busca já filtrada.
Para os autores, há a funcionalidade de integração entre os sistemas Redalyc e ORCID, visando facilitar o processo de compartilhamento dos trabalhos entre as plataformas e assim, gerar conexões e melhorar a visibilidade e acesso aos artigos e pesquisadores. A plataforma utiliza também um sistema de metadados estruturado e normalizado, a plataforma Marcalyc.
Um ponto a se destacar é que, embora a plataforma contemple Brasil e Portugal em sua abrangência, o idioma português não é opção de interface, havendo somente as opções de espanhol e inglês. Isso se manifesta também na representação normalizada das citações de artigos: são mostrados diversos padrões, mas o ABNT não consta entre eles.