Seminário 5: Recursos de Busca da Internet e Plataformas Abertas
Postagem realizada em: 05/07/2021 às 18:44:11
Autor: Laiza Silva do Carmo
O penúltimo seminário apresentado esse semestre teve como tema Recursos de Busca da Internet e Plataformas Abertas. A apresentação foi realizada pelos colegas Cibele Carneiro, Igor Marcondes, Juliana da Silva e Ligia Lima.
A apresentação foi muito completa, demonstrando o que é um recurso de busca na internet, os principais fundamentais da pesquisa e como funcionam os algoritmos de pesquisa, a evolução dos buscadores, o funcionamento do acesso aberto e também apresentaram algumas bases de dados de acesso aberto como a LILACS, BRACPI e a Scielo, além realizarem o passo a passo de como funciona cada base de dados. O seminário foi excelente, completo e estimulante no sentido de aprender mais sobre cada tema abordado pelo grupo.
Como foi dito anteriormente, os discentes exibiram um conteúdo vasto e muito interessante sobre os Recursos de Busca da Internet e Plataformas Abertas, mas a parte da apresentação do grupo que chamou bastante a atenção é que as grandes plataformas utilizam os dados dos usuários, ou seja, estamos sendo vigiados 24h horas. As plataformas e aplicativos que fazem parte da nossa rotina estão nos observando constantemente, para ser mais específica, assim como os colegas foram, estamos sendo constantemente observados pelo Google.
Quem não tem um e-mail da Gmail? Quem não utiliza Google Drive ou Google Fotos para não sobrecarregar a memória do celular? Quem não utiliza o Google Maps para se localizar um trajeto? É praticamente impossível nos dias atuais se imaginar sem a utilização dessas ferramentas.
Mas realmente estão usando os nossos dados? Como isso é possível? O mais cômico nesse assunto é que quando alguém fala que o Google tem acesso a todas as suas informações a primeira reação que temos é de indignação, achamos absurdos e até afirmamos que vamos parar de utilizar os recursos, no entanto quando descobrimos que aceitamos essas condições desde o primeiro contato com a ferramenta ali no ato da instalação, exatamente naquela parte dos termos que ninguém lê, o sentimento de indignação se transforma em aceitação. Fazer o quê, eu preciso utilizar, eu não pago por isso, então o que tem de errado em fornecer partes dos meus dados é uma simples troca, não é mesmo?
Para você usuário pode parecer uma troca inofensiva, mas para Google significa rios de dinheiro! Uma reportagem no site Techtudo em 2012 publicou um artigo com o título “PrivacyFix: saiba quanto o Google e o Facebook lucram com seus dados” e nessa publicação o criador do PrivacyFix, Jim Brock, deixa bem claro que essa “troca” de serviço gratuito por seus dados pessoais é uma troca bem lucrativa para essas empresas, porque elas negociam as suas informações com anunciantes.
O que é o PrivacyFix? PrivacyFix é uma extensão de browser faz uma estimativa do valor do usuário para a companhia baseado em como ele usa os serviços, assim é possível realizar uma aproximação de quanto um usuário é lucrativo para a plataforma. Observando essa estimativa em valores o Google chega a lucrar mais de R$ 1400 por ano por usuário. Troca inocente não acham?
Nesse sentido, vimos que dados pessoais viraram mercadoria para grandes companhias e quem sai com a vantagem é a plataforma, uma vez que, a qualquer momento o Google lucra com seus dados e tem também o direito de a qualquer momento finalizar seus trabalhos e seus dados ficarem retidos com a empresa, bem como podem ser negociados até de outras maneiras com os anunciantes. Saber essas informações nos ajuda a questionar o funcionamento das engrenagens invisíveis da internet e fortalece a ideia de que tudo tem uma explicação. E quem sabe também de repente começar a estimular a pensar em outras plataformas para serem utilizadas, a final de contas não existe só as ferramentas do Google na internet.