Da Invenção de Gutenberg a Reforma Protestante


Durante a aula, sobre Fontes de Informação na disciplina de Recursos Informacionais I, a professora Brasiliana Pasarelli traz, entre outros assuntos, um exemplo do impacto da Invenção de Gutenberg na Reforma Protestante. Assim, a partir do meu interesse pelo tema, esse blog se faz nesse recorte, utilizando para isso artigos e materiais disponibilizados na web.

Da Invenção de Gutenberg a Reforma Protestante

Depois de longos anos de dependência de copistas para a escrita dos livros, Johannes Gutenberg realiza a invenção da máquina de imprensa, que levou o seu inventor a ruína, porém revolucionou o destino da humanidade. 

Ainda, é importante ressaltar que os tipos móveis já tinham sido inventados pelos chineses, todavia, para esses a ferramenta cairá em desuso, ao contrário do que viria acontecer no continente europeu. Com isso, em 1440 Gutenberg se torna o que muitos consideram como “pai da imprensa”, tendo como primeira impressão a Bíblia de 42 linhas por página, quantidade eleita com objetivo de baratear o custo.

Um dos impactos dessa revolução na forma de registro foi sentido pelas igrejas católicas, tendo em vista que não só os seus monges copistas deixaram de ter relevância, mas também, a mesma perdia o monopólio intelectual mantido por décadas.

Assim, nesse fértil cenário, com diversos movimentos em ascensão, a Reforma Protestante ocorre, tendo como ponto de intersecção o mesmo desejo humanista: de que as pessoas venham conhecer as coisas, pelo que elas são, e não pelo que os outros afirmam que elas sejam. No caso específico da Reforma, o desejo de Lutero, Calvino e muitos outros, era que a Bíblia pudesse ser lida por todos, tirando do clero a autoridade sobre as escrituras, e defendendo assim o princípio da “sola scriptura”. 

Por isso, a defesa e o desejo dos reformadores por realizar a tradução da Escritura em diversas línguas, e a disponibilidade dessa em grande quantidade e em um preço acessível, o que foi possível com a máquina de Gutenberg. 

Desse modo, o papel da imprensa na Reforma não foi apenas na impressão dos folhetos que divulgavam tais ideários, e outros levantados pelas 95 teses de Lutero, mas na realização do sonho dos revolucionistas. Com isso, segundo Costa (2008) estima-se que entre 1445 e 1520, 75% das impressões eram de obras religiosas, e que a Bíblia traduzida para o alemão por Lutero teve três mil exemplares, de sua primeira edição, esgotados em poucos anos.

 

REFERÊNCIAS:

COSTA, H. M. P. O protestantismo e a palavra impressa: ensaios introdutórios. Ciência da Religião: História e Sociedade, São Paulo, v. 6, n. 2, p. 123 - 145, 2008. Disponível em: https://www.mackenzie.br/fileadmin/OLD/47/Editora/Ciencias_Religiao/Artigo5-6.2.pdf. Acesso em: 23 ago. 2021.

FERNANDES, Claudio. Invenção da Imprensa. Mundo Educação, [s.l]. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/invencao-imprensa.htm. Acesso em 28 ago. 2021.

HARFORD, Tim. Por que a invenção da imprensa por Gutenberg o levou à ruína. BBC News, Brasil, 30 jan. 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54800478. Acesso em: 23 ago. 2021.


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