Das fontes de informação e o caminho do fluxo do conhecimento


De onde nós podemos ter referência para construir nosso conhecimento, dos registros que contém algum relato, dado e informação, todo e qualquer suporte que tenha fixado a informação é chamado de fonte informacional. A transmissão do conhecimento desenvolvido pela atividade humana física e intelectual assume distintas formas, sendo elas digitais, mecanizadas, audiovisuais e impressas. Tudo que é passível de interpretação por meio de um conjunto de signos que integra a comunicação por meio da linguagem é “ a base do saber da memória da humanidade”.

Foi em um piscar de olhos que a dinâmica de fluxo informacional foi alterada, desde a origem da bibliografia, os primeiros periódicos científicos com o Journal des Sçavans em 1665, da passagem para os “abstracts” em 1830. Paul Otlet, S.C Bradford, Suzanne Briet constroem um arcabouço teórico na área da documentação que ergue os fundamentos da arte de tratar e difundir o documento. A ciência da informação vai conquistando espaço, temos a criação do Instituto Internacional de Bibliografia", em Bruxelas, 1895, que traz novas técnicas para o tratamento da informação. Após algumas décadas ganha mais força com a FID - Federação Internacional da Documentação, de 1938.

O pós-guerra tem aplicação no desenvolvimento cientifico militar que chega até o campo civil fazendo com que a informação se consolide como ciência. E o surgimento das tecnologias por volta dos anos 60, informática, bancos e bases de dados vão culminar no world wide web dos anos 90, preconizado pelos utópicos sonhos de Otlet, onde o acesso à informação acontece em qualquer local com rapidez e baixo custo. Assim como nós estamos aqui nesse portal virtual, publicando e lendo materiais e construindo o saber da humanidade pouco a pouco que a longo prazo pode vir a ser algo maior do que imaginávamos.


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