A Enciclopédia na história


Segundo a Wikipedia "Enciclopédia é uma coletânea de textos bastante numerosos, cujo objetivo principal é descrever o melhor possível o estado atual do conhecimento humano. Pode-se definir como uma obra que trata de todas as ciências e artes do conhecimento do homem atual.Pode ser tanto um livro de referência para praticamente qualquer assunto do domínio humano como também uma obra na internet.

Grande parte dos escritos que procuravam englobar o conhecimento humano na Antiguidade eram de estilo específico, ou especializado (geralmente relacionados à natureza ou à filosofia). Alguns dos grandes filósofos da Antiguidade já haviam tentado escrever sobre todos os campos de conhecimento estudados.

Na China antiga, no século III AEC, foi escrita a enciclopédia chinesa mais antiga conhecida, o Erya. O autor do livro é desconhecido, embora seja tradicionalmente atribuída ao Duque de Zhou, Confúcio ou os seus discípulos.

Aristóteles escreveu um conjunto de obras sobre os seres vivos, que foram preservadas: De anima, Parva naturalia, Historia animalium, De partibus animalium, De motu animalium, De incessu animalium e De generatione animalium. Muitas delas tratam de assuntos bastante teóricos, discutindo os motivos dos fenômenos da vida; outras são mais descritivas, compreendendo um vasto volume de fatos. Em Historia animalium, o filósofo grego apresentou uma descrição muito detalhada de aproximadamente 550 espécies, incluindo vertebrados e invertebrados. Também tratou de descrever as aparências externa e interna, os costumes dos animais, redigiu uma comparação detalhada entre as espécies e tentou descrever suas principais características e diferenças.[6]

Quatro séculos após a obra de Aristóteles ser publicada, Plínio, o Velho coligiu, em sua obra Naturalis historiae, todas as informações que pôde encontrar sobre plantas, animais, minerais e diversos outros tópicos, repartidos em 37 partes. A primeira obra apresenta um índice e uma bibliografia por completo. Os livros II a VI tratam, respectivamente, sobre a astronomia e a geografia; os livros VII a XI, tratam sobre a zoologia; os XII a XIX, sobre a botânica e a agricultura; os XX a XXVII, sobre apenas a botânica médica; os livros XXVIII a XXXII descrevem diferentes remédios e antídotos retirados de diferentes animais e do próprio homem; e os livros XXXIII a XXXVII tratam unicamente sobre mineralogia e metais. Essa obra, em conjunto, é considerada uma grande enciclopédia sobre a natureza."

Segundo o website Super Interessante "A Enciclopédia foi idealizada e editada pelo filósofo e escritor francês Denis Diderot (1713-1784), com a colaboração do físico e matemático Jean D·Alembert (1717-1783), responsável pela parte de ciências e matemática. Mas os vários volumes foram escritos por um coletivo de autores, especialistas nas mais diversas disciplinas, chamados para sintetizar o conhecimento em sua área. Eram, na maioria, grandes nomes de seu tempo. Entre eles estão Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Buffon, Quesnay, Grimm, d·Holbach e muitos outros. Durante a confecção da Enciclopédia, Diderot recebeu com freqüência contribuições espontâneas, às vezes de autores anônimos, com memórias, informações, observações, conselhos e esclarecimentos, muitos dos quais incluídos na obra final.

A Enciclopédia (que chegou a ser chamada de “o livro dos livros”) permitiu que, pela primeira vez, o conhecimento científico, artístico e filosófico da época estivesse à disposição do público em geral – incluindo aí todas as idéias liberais que vinham surgindo, sendo a coleção a principal reunião das teses iluministas até então. Seu caráter de divulgação universal do conhecimento inspirou a criação de outras enciclopédias, entre elas a Britânica. A obra organizada por Diderot é apontada como uma das mais importantes bases teóricas para a Independência Americana, em 1776, e para a Revolução Francesa, em 1789."

Segundo o DW "As ideias do Iluminismo se difundiram rapidamente. Na Alemanha, Immanuel Kant, Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) e mais tarde também Karl Marx (1818-1883) devoraram as obras dos iluministas franceses. De início as influências foram limitadas, mas entre os esses intelectuais germinava um clima de ruptura, voltado para a libertação do indivíduo e da oprimida "nação alemã".

Portanto deu para concluir que a enciclópedia é de suma importância para os estudos e a história durante toda sua origem.

Referências Bibliográficas:

ENCICLOPÉDIA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2021. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Enciclop%C3%A9dia&oldid=61997783>. Acesso em: 13 set. 2021.

ENCICLOPÉDIA. [S. l.], 31 out. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/enciclopedia/. Acesso em: 13 set. 2021.

VON HELLFELD, Matthias. Enciclopédia do Iluminismo quis substituir fé pelo conhecimento. [S. l.], 3 jun. 2009. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/enciclop%C3%A9dia-do-iluminismo-quis-substituir-f%C3%A9-pelo-conhecimento/a-4299793. Acesso em: 13 set. 2021.


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