Seminário 2 - Diretórios de Instituições. Cadastros


Após apresentação do segundo seminário da disciplina, desta vez referente aos diretórios de instituições e cadastros, pudemos observar as possíveis definições para os conceitos e alguns exemplos. Pode-se considerar “diretório”, a partir da definição indicada pelo grupo de Bruno Schneider da Universidade Federal de Lavras, como “uma subdivisão lógica de um sistema de arquivos, que permite o agrupamento de arquivos que se relacionam de alguma forma [...], frequentemente chamados de pastas [...]. A divisão proporcionada por um diretório é lógica, no sentido que não existe necessariamente uma divisão física das informações relativas a um diretório” (SCHNEIDER, 2013).

Também em 2013, Maria Fernanda Melis da Universidade de Brasília indica que foi a partir de 2003 que repositórios começaram a se expandir, e, assim, fez-se necessário pensar meios de organizar todas essas informações e serviços de tal forma que aos usuários fosse mais interessante ter acesso à determinados repositórios em um único lugar. É nesse sentido que os diretórios aparecem como sistemas essenciais no universo da Web e do Acesso Aberto. Melis afirma que “após a criação e a implantação de um repositório, a fim de potencializar a sua disseminação e a visibilidade dos conteúdos armazenados, é importante o seu cadastramento em diretórios internacionais” (2013, p. 24). 

Reconhece-se que os repositórios surgiram como uma possível solução para organizar o grande volume de informação científica que cresceu exponencialmente a partir da década de 1980, à exemplo do arXiv, desenvolvido em 1991, e que “foi a primeira iniciativa de repositório de acesso aberto, capaz de armazenar e dar livre acesso aos preprints de artigos de periódicos das áreas de física, matemática, ciência da computação e disciplinas relacionadas” (MARRA, 2014, p. 333). Atualmente, é interessante observar como apenas duas décadas após o surgimento do arXiv, fala-se na importância de diretórios à nível internacional que possam reunir inúmeros repositórios (que reúnem, por sua vez, um grande volume informacional em cada um) e torná-los mais acessíveis e identificados em meio à tantas informações pela Internet.

Melis indica em seu artigo “Os critérios para cadastramento no OpenDOAR e os repositórios institucionais luso-brasileiros” alguns dos diretórios internacionais mais conhecidos: Registry of Open Access Repositories (ROAR); Directory of Open Access Repositories (OpenDOAR); e o Repository 66, que reúne dados do ROAR e do OpenDOAR. Em uma pesquisa de 2014 “Visibilidade dos repositórios institucionais brasileiros: análise de diretórios internacionais de acesso aberto”, Patrícia Marra investiga a presença de repositórios brasileiros presentes nos diretórios ROAR e OpenDOAR. No ROAR, eram na época 141 entre os 3 792 repositórios registrados no total. Já no OpenDOAR, dos 2 704 repositórios registrados, 84 eram brasileiros. Estes levantamentos são importantes pois, como Marra afirma “os diretórios internacionais de acesso aberto [...] tornam-se importantes recursos para maximizar a disseminação e a visibilidade dos conteúdos depositados nesses repositórios.” No entanto, ao pensar no contexto nacional, tem-se que “ainda há muito a ser feito para aumentar a visibilidade internacional da ciência feita no país”


REFERÊNCIAS:

MARRA, P. D. S. C. Visibilidade dos repositórios institucionais brasileiros: análise de diretórios internacionais de acesso aberto. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, v. 8, n. 3, 2014. DOI: 10.3395/reciis.v8i3.672. Disponível em: https://brapci.inf.br/index.php/res/v/131524. Acesso em: 9 nov. 2021.

MELIS, M. F. M. Os critérios para cadastramento no OpenDOAR e os repositórios institucionais luso-brasileiros. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 20-33, 2013. DOI: 10.11606/issn.2178-2075.v4i2p20-33. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/incid/article/view/69268. Acesso em: 9 nov. 2021. 

SCHNEIDER, B. Arquivos e Diretórios. 2013. Disponível em: http://professores.dcc.ufla.br/~bruno/aulas/arquivos-e-diretorios.html. Acesso em: 9 nov. 2021.


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