28.03 - Os desafios contemporâneos e o desenvolvimento das tecnologias


1984 pode ser considerado um divisor de águas para a relação da humanidade com as tecnologias, pois foi a partir dessa data que foi lançado o computador pessoal e como o post anterior acerca das R-evoluções tecnológicas retratava, não era mais tão preciso ter o auxílio de um técnico formado para administrar questões básicas na web, ainda mais com a função do clique, entre outras diversas que tornaram os dias atuais ainda mais possível, onde não apenas os formados na área de tecnologia podem criar e se jogar nesse mundo, mas pessoas de diversas idades podem se inserir nesse campo e aproveitar ao máximo o que ele tem a oferecer, no dia de hoje, caro leitor, vamos entrar um pouquinho mais em quatro momentos da história que fizeram diferença e ainda mais, vamos relacioná-los com o espaço em que transitamos, a escola de comunicações e artes da universidade de São Paulo.

Como dito anteriormente, em 1984 tivemos o lançamento dos microcomputadores pessoais, uma das bases para a tão esperada revolução da internet, contando também com o lançamento dos Macintosh da Apple, empresa que posteriormente iria liderar juntamente com empresas como a Google e a Microsoft. Essa nova era gerou a democratização do acesso à informação com a população, além da vinda de diversos editores de texto, planilhas, apresentações de slides, entre diversos outros recursos que fazem parte do nosso cotidiano. Já se pode imaginar o que isso  gerou, o poder de criar informações cada vez mais rápido e com alta possibilidade de partilha entre outros dispositivos, gerando um alto crescimento da rede.

Após isso temos os resultados de 1984, onde a revolução da internet finalmente chega ao Brasil dez anos depois, onde pode-se facilmente imaginar as dificuldades que existiram para transferir o analógico para o digital, além das mais diversas atividades da sociedade, mas foi um caso que nos levou ao imediatismo e na melhor comunicação entre o emissor-receptor, pode-se pensar nessa questão usando uma base bem simples, na Idade Média, a quantidade de  informação que um homem recebia até o final de sua vida, correspondia a um jornal dos anos 80; então, fica um pouco mais fácil imaginar as expansões que foram criadas com essa nova dimensão apresentada.

Seguindo nossa linha do tempo, dez anos depois, em 2004, temos o conglomerado de tecnologias, muitas que hoje, já estão obsoletas pela nova geração, como por exemplo, o Facebook. Essas empresas começam a aumentar ainda mais o mercado virtual, um exemplo é a Amazon, que se estabeleceu pelo seu custo benefício e percorre um longo caminho até hoje. Aumentam a mobilidade se fazer com que o usuário saia de suas residências, apresentando catálogos e um novo conceito, a cultura participativa, conceito esse que é presente de forma miaa se explicita nas redes sociais, onde diversas pessoas compartilham suas opiniões e constroem conceitos de uma forma muito mais fácil e ativa, é claro, pensando também o que isso pode causar por meio da cultura do cancelamento.

Avançando mais dez anos, em 2014, temos a hiperconectividade, juntamente com o open access, open science e infelizmente, as fake news, cenário que só foi possível com a popularização tanto dos microcomputadores, como dos celulares e diversos outros serviços, fica cada vez mais difícil vermos alguém sem algum desses itens; e com isso diversos grupos editoriais de publicações científicas, passaram a mudar seu foco na base de dados para analisar as informações publicadas, uma ótima forma de auxiliar a população na proteção de informação, já que o outro lado da moeda está sendo a venda e o armazenamento de informação de outras pessoas.

Como ainda não chegamos—mas estamos próximos—de 2024, acho válido retratar um pouco do que se espera para essa nova jornada e com isso é o momento de apresentar a ISchools Moviment, na qual a ECA-USP (mencionada lá no primeiro parágrafo), está confirmada como a primeira escola filiada da América Latina!

As information schools, ou ischools tiveram o seu movimento iniciado na década de 90, sendo implementadas de forma eficaz nos anos 2000 nos Estados Unidos. 

Com grande apreço pelas tecnologias, informação e a sociedade, atualmente, as ischools estão representadas em 116 instituições do mundo, como na América Central, Ásia e Europa, em sua maioria e em menor quantidade, em instituições da América do Sul, África e Oceania. No Brasil a única ischool está presente na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, como dito anteriormente. Então, vamos ficar de olho no que os próximos anos erão nos fornecer de novidades tecnológicas e principalmente, quais serão os próximos passos das iSchools no Brasil.


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