Profissão Bibliotecário: Passado, presente e futuro - Postagem 1 - Aula 6 - 02.05.2022
Postagem realizada em: 23/05/2022 às 20:15:19
Autor: Karina Pereira
Na palestra ministrada por Alan Angeluci foi possível fazer o contraponto das possibilidades da profissão do Bibliotecário, tendo visões diferentes do passado, do presente e do futuro e quais são as mudanças que impactam diretamente na atuação do profissional que lida com a informação.
Suas falas eram voltadas a toda uma gama de profissionais envolvidos com a informação, em especial, os cientistas de dados, mas ainda assim o papel do bibliotecário foi levantado diversas vezes. O principal insight para essa postagem veio da apresentação do trecho de uma série em que uma bibliotecária precisa fazer uma pesquisa para a protagonista e pede o contato dela, assim, quando encontrasse os materiais pertinentes, ligaria para a usuária.
Pensar na profissão do bibliotecário e até mesmo em qualquer outra relacionada à informação envolve pensar a questão do tempo e suas diferenças. Pensar neste trecho da série e em hoje em dia desperta reflexões necessárias e até mesmo filosóficas. Em tempos como o da série, era necessário dias até que uma informação fosse localizada, enquanto hoje em dia, é possível encontrar quase tudo em questão de segundos e até mesmo na palma da mão.
Essas estão entre as questões trabalhadas na disciplina de Recursos Informacionais II passando por momentos históricos como o surgimento da Internet e o desenvolvimento dos computadores até questões que estão sendo estudadas contemporaneamente como IoT (Internet of Things), Inteligência Artificial, Big Data, Linked Data além de outros conceitos que envolvem as novas mídias e suas influências para a informação e os profissionais que trabalham com ela.
PASSADO
Pensando na tecnologia que envolvia a profissão do Bibliotecário, é interessante observar o desenvolvimento dos catálogos. Enquanto catálogos no formato de Códex, eles tinham uma velocidade de atualização muito lenta. Seu próximo passo foi o catálogo em fichas. Apesar de hoje em dia ser uma tecnologia obsoleta, é necessário considerar sua utilização contextualizada em sua época.
As fichas catalográficas mediam 7,5 cm de altura por 12,5 cm de largura (WIKIPÉDIA, 2019), a partir de padrões definidos internacionalmente. Cada margem, cada espaço em branco tinha um objetivo de facilitar a identificação de uma obra no acervo. Em comparação com os catálogos em livro, sua atualização se torna mais rápida, já que ao invés de imprimir todo o catálogo para se atualizar apenas algumas entradas, se torna possível atualizar apenas as fichas individualmente.
Sua organização em arquivos permitia a busca tanto pelo autor em ordem alfabética, quanto pelos assuntos, facilitando a busca tanto dos bibliotecários quanto permitindo o desenvolvimento da autonomia dos usuários.
PRESENTE
A própria existência do catálogo em fichas já se tornou obsoleta, tornando-se um arquivo histórico da evolução da Biblioteconomia. Com a evolução da Internet os processos informacionais foram os mais afetados pelo desenvolvimento das novas mídias e novas formas de conhecimento, transformando o próprio cenário.
A própria internet permitiu o desenvolvimento das OPACs (Online Public Acess Catalog), ou seja, Catálogo de Acesso Público on-line. Esses catálogos hoje em dia podem ser acessados pelos próprios usuários dentro de suas casas e verificar mais de um catálogo ao mesmo tempo, consultando sua localização, fazer intercâmbio de informações, além de obter acessos diretos para os textos completos através de links.
FUTURO
Ainda hoje têm-se estudos sobre novos conceitos que já idealizam não só os catálogos no futuro, mas as próprias bibliotecas e o relacionamento dos usuários com a informação propriamente dita.
Um desses conceitos é a Internet das Coisas, popularmente conhecido como IoT (Internet of Things), o atual movimento de aparelhos que estão conectados à Internet e por sua vez, conectados entre si (WIKIPÉDIA, 2022).
Apesar de já vivermos e presenciarmos essa era de diferentes aparelhos conectados como os eletrodomésticos que podem ser acessados pelo smartphone, essa realidade ainda é muito cara e restrita e seguem em pesquisa.
Conceitos como Smart Houses vão se espalhando e tornando-se populares, conectando toda a casa e tornando-a acessível através de um toque. Mas ainda são questões que estão sendo exploradas tanto no âmbito da tecnologia, como em questões humanas das relações sociais com os equipamentos e que perpassam pelos conceitos de Inteligência Artificial.
CONCLUSÃO
A partir da palestra do Alan Angelucci foi possível fazer uma trajetória histórica da profissão e refletindo sobre os impactos das novas tecnologias. O próprio Alan menciona a Smart Library que já traz o vislumbre para o futuro da profissão do Bibliotecário.
Esse percurso traz a reflexão do quanto o tempo de recuperação da informação pautou não só o desenvolvimento das tecnologias, mas também o próprio desenvolvimento do conhecimento, criando um loop infinito em que uma coisa gera a outra acelerando o processo de evolução das mídias.
REFERÊNCIAS
FICHA CATALOGRÁFICA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficha_catalogr%C3%A1fica&oldid=54031828>. Acesso em: 23 mai. 2022.
INTERNET DAS COISAS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2022. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Internet_das_coisas&oldid=63538574>. Acesso em: 23 mai. 2022.