Primeira Atividade - Recursos Informacionais II, 2008
Postagem realizada em: 07/03/2008 às 00:59:29 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Leonardo da Silva de Assis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Recursos Informacionais II
Profa. Dra. Brasilina Passarelli
Leonardo da Silva de Assis – Matutino – Nº USP 5646646
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Recursos Informacionais II
Profa. Dra. Brasilina Passarelli
Leonardo da Silva de Assis – Matutino – Nº USP 5646646
Comentários sobre os trabalhos apresentados em Recursos Informacionais I
Dando continuidade a nossa disciplina de Recursos Informacionais, agora num segundo momento, foi solicitado pela professora Brasilina que fizéssemos comentários dos trabalhos publicados no semestre anterior. A atividade requisitada possui um grande valor para nossos estudos, pois os documentos textuais finais de cada grupo são ricos em informações.
Os apontamentos dos trabalhos serão expostos conforme as apresentações em nossa primeira aula de Recursos Informacionais II, em 2008.
Guia de Dicionários Médicos
O guia de Dicionários Médicos inicia sua apresentação detalhando objetivos e a estratégia de pesquisa realizada. Fica explícito que não haverá um tema específico que será abordado dentro da medicina, portanto, neste começo, temos a idéia de que as obras apresentadas estarão dentro de um campo de conhecimento mais amplo. No entanto, no decorrer da leitura do guia, constatamos que esse pressuposto sofre alterações, ou seja, o guia apresenta obras com temas específicos da área estudada.
Dentro das histórias das bibliotecas, verificamos alguns pontos interessantes. Na Biblioteca da Escola de Enfermagem, observamos a presença da Fundação Rockefeller para formação de seu primeiro acervo. Numa pesquisa realizada para saber o motivo desse auxílio à biblioteca, descobri que a fundação citada tem por objetivo fomentar o ensino e a pesquisa nas áreas biomédicas em diversos países, iniciativa realizada com fundos financeiros da família Rockefeller - uma das mais ricas do mundo; Na Biblioteca de Medicina, observamos que umas das grandes iniciativas dentro do conceito de obras de referência, realizada na Faculdade de Medicina, nasceu de um médico que também tinha formação em biblioteconomia - o Catálogo Médico Paulista. Outra questão interessante na da biblioteca da Faculdade de Medicina é a sua segmentação por setores, tendo em vista o grande número de obras em seu acervo.
Seguindo a leitura, o guia apresenta um breve histórico da medicina. Esse histórico leva-nos a refletir sobre o processo de desenvolvimento do homem frente às ciências, em especial a medicina. Inicia-se com gregos e romanos, temos a passagem pela idade média, o renascimento com o surgimento das pesquisas mais fundamentadas em estudos, e o contemporâneo, com o avanço dos equipamentos médicos.
Nas fichas apresentadas pelo grupo, verificamos a importância dos institutos de pesquisa e universidades na compilação das obras. Muitos materiais são de grandes universidades, o que nos apresenta o conceito de autoridade de casas editoras em campos do conhecimento.
Guia de Arquitetura
O guia de Arquitetura inicia sua apresentação detalhando tema e os métodos da pesquisa. Fica claro que a temática escolhida é específica, somente sobre arquitetura. Posteriormente, o grupo apresenta uma pequena conceituação da área para entendermos melhor a necessidade da criação do guia.
Para uma melhor contextualização da obra, o guia apresenta um histórico sobre a Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo, bem como um histórico da biblioteca dessa instituição. Interessante notar que o curso de arquitetura originou-se na Escola Politécnica, numa formação de engenheiro-arquiteto. Claramente observamos o conceito da sedimentação das Ciências Duras nos campos do conhecimento; Outra questão pertinente, exposta pelo grupo, está relacionada à formação dos prédios da Faculdade de Urbanismo da USP. Sua origem ocorreu num edifício histórico da cidade de São Paulo, edifício Álvares Penteado, não na atual sede da Cidade Universitária; Em relação à biblioteca, cabe frisar que possui o maior acervo de artes e arquitetura da América Latina.
Outro ponto levantado pelo grupo no guia, que remonta desde a pré-história, é a conceituação da arquitetura como ciência. Pertinente a colocação do grupo que expôs que os gregos, dentro de sua importância para arquitetura, criaram áreas para encontros do coletivo, como, por exemplo, os teatros e os museus.
O grupo disponibilizou, juntamente com o guia, formas de acesso aos verbetes por meio dos índices. Esse recurso foi muito enriquecedor na obra, serviu de modelo para melhorar o trabalho de nosso grupo – Guia de obras de referência sobre a cidade de São Paulo.
Na história das casas editoras, cabe ressaltar que a Oxford fez a impressão de seu primeiro livro em 1478, ou seja, pouco tempo depois da invenção da imprensa; também, observamos casas editoras específicas para publicação no campo das artes, o que mostra que segmentos específicos da sociedade, dentro de uma visão capitalista de mercado, incentivam produções que lhe interessam.
Guia obras de referência sobre Geologia
O guia de Geologia inicia sua apresentação com a definição do público alvo e área do conhecimento a ser discutida. Nota-se que o grupo, no início da pesquisa para elaboração do guia, utilizou um recorte temporal que não satisfez as necessidades para criação da obra, sendo necessário alterar o período de cobertura para adquirir um número de documentos suficientes para concretização do guia. As obras de referencia apresentadas pelo grupo não seguem um tipo específico, isto é, utilizam dicionários, glossários e enciclopédias. Outra questão interessante apontada pelo grupo é a mudança dos locais de pesquisa. Primeiramente, o grupo selecionou a biblioteca da Faculdade de Geociências para adquirir os materiais, mas tiveram buscar outras fontes na biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências, por ter um grande acervo nessa área, devido aos cursos que abriga.
O guia sobre geologia possui uma pequena introdução de como utilizar a obra, bem como formas de recuperação dos verbetes, por meio de índices. O grupo apresenta uma breve história da geologia, da biblioteca Florestan Fernandes e os campos estudados pela geologia.
Nas fichas apresentadas no guia, observamos muitas associações e instituições governamentais relacionadas às confecções das obras, como por exemplo, o IBGE, Mineralogical Association of Canada, American Geological Institute, entre outros.
Assim, cada guia contém características únicas de seus idealizados. Podemos fazer um paralelo com todo o contexto estudado em nossa disciplina para criação das obras de referência, já que são obras produzidas dentro de visões determinadas das realidades, pois realizam recortes e seleções de contextos desejáveis – seleção dos discursos. Não podemos esquecer, também, o financiamento de instituições e editoras para publicação de determinadas obras. Uma relação muito próxima da visão de mercado para públicos determinados, o market share.