a informação está em toda parte
Postagem realizada em: 22/06/2008 às 11:56:05 - Última atualização em: 30/11/-0001 às 00:00:00
Autor: Abraao Antunes da Silva
Notas esparsas sobre Recursos, Bibliotecários e a Construção do Conhecimento na Sociedade
De onde e pra que viemos
Nossa tarefa antes prioritariamente voltada à disponibilizar o acesso aos documentos, valendo-se de classificações, tesauros e instrumentos diversos de ordenação do conhecimento, vê-se hoje com a necessidade de ser re-significada: todos têm o acesso, e é cada vez menos necessária o uso de uma biblioteca para saciar as dúvidas da sociedade – mesmo sendo a informação na Internet hoje uma fonte menos confiável que a encontrada nos livros (que por isso mesmo estão nesse processo de digitalização que o Google começou em massa agora) o quadro atual evidencia uma maior utilização da Web para construção do conhecimento na sociedade atual.
É imprescindível que o bibliotecário possa reconhecer esse aspecto: os recursos pelos quais a informação é disponibilizada puderam transformar anseios da Sociedade
Cabe ressaltar que não se trata agora de sermos agora bibliófilos desmedidos e apaixonados, bradando ao mundo que ele se esqueceu do valor do livro, e, consequentemente, do nosso.
O que devemos fazer é melhor saber de nossas origens para saber em que contexto surgimos, para não mais basearmos nosso trabalho em necessidades já ultrapassadas da sociedade. O acesso ainda é um fator de estudo para nossa profissão, óbvio. Toda nossa história de ordenação do conhecimento vê-se hoje claramente utilizável para conseguir o herculeano trabalho de tornar a Web um ambiente melhor acessível e também ordenado. Novas respostas como a Web Semântica e a Arquitetura da Informação devem fazer parte de nosso aprendizado, pois.
Como "amante" da área cultural, meu objeto de reflexão é o humano, "produtor e consumidor" direto da cultura. Do que adiantaria ao bibliotecário saber organizar um grande acervo, por melhor que fosse, a um público ávido por conhecimento, se ele não trabalhasse diretamente com seus usuários? A tarefa do bibliotecário, em qualquer lugar que seja, não acaba no balcão: devemos ter preocupação sim é com a mediação, e com a virtual apropriação do conhecimento por esse usuário mitigado de informações que ele sabe que "nunca vai usar", como os livros de Raul Seixas. Psicologia, epistemologia...áreas não tão bem contempladas pelo currículo atual do curso são essenciais para um trabalho bem fundamentado nesse setor.
O saber sobre os recursos não deve ser descartado. Essa é uma de nossas missões: saber algo sobre a organização do conhecimento nos diversos suportes informacionais existentes. Definir com sapiência quando se é necessário o uso de uma enciclopédia, ou uma base de dados, saber demonstrar ao usuário formas para melhor obtenção do insumo informacional do qual ele necessita. Tarefa primerva e essencial do bibliotecário é a de fornecer o Fio de Ariadne aos usuários do labirinto da Sociedade da Informação atual.
Não desejo concluir nada. Quis falar de muitas coisas, devo ter sido até "promíscuo" em relação aos assuntos, ou cometido uma "barbaridade" para um universitário, novamente. Seria maçante e repetitivo um parágrafo final onde demonstraria que as novas TICs devem ser melhor inseridas nos conhecimentos de um bom bibliotecário, ou algo do tipo. Não desejo também dar números sobre a proliferação das informações na Web atual. Ás vezes são os devaneios que nos levam aos lugares que deveríamos realmente estar. E eu só espero que esse texto possa significar algo aberto, que reverbere algo